A Controladoria-Geral da União (CGU) determinou que o Ministério das Relações Exteriores divulgue, em até 90 dias, a relação de hóspedes das residências oficiais brasileiras no exterior. A decisão, tomada após recurso da coluna de Andreza Matais, do Metrópoles, obriga o Itamaraty a tornar públicos os nomes de agentes públicos e convidados privados que viajaram ou participaram de atividades no exterior com recursos federais, reacendendo o debate sobre transparência e uso do dinheiro público.
Inicialmente, o Itamaraty negou o acesso às informações solicitadas via Lei de Acesso à Informação (LAI), argumentando que atender ao pedido demandaria mobilizar 226 servidores e cerca de 250 horas de trabalho. No entanto, a CGU rejeitou a justificativa, entendendo que os registros já existem e, portanto, devem ser disponibilizados em nome da transparência pública.
Entre os nomes que devem constar na lista está o da primeira-dama Rosângela da Silva, a Janja, que se hospedou em Roma como convidada de representação diplomática. Como viaja com recursos públicos, sua hospedagem deverá ser informada. Também é citado o humorista Fábio Porchat, que acompanhou a comitiva. A decisão, contudo, exclui hóspedes privados de embaixadores que não sejam agentes públicos nem tenham custos pagos pelo contribuinte.
A discussão ocorre em meio a revelações de que as residências e embaixadas brasileiras no exterior custaram ao menos R$ 240,5 milhões em 2025. A CGU reforçou que a publicidade dos dados é essencial para o controle social e a fiscalização dos gastos públicos, reiterando a importância da LAI como instrumento de cidadania.
Fonte: Danúzio News






















