EMPREITADAChanceler pode se reunir com representante comercial de Trump hoje para barrar tarifa

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O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, participa nesta quarta-feira de um evento da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) em Paris. No mesmo local estará Jamieson Greer, representante comercial dos Estados Unidos (USTR). O encontro é visto como uma oportunidade para o Brasil tentar reverter a proposta de tarifas de 25% sobre produtos brasileiros.

Greer lidera o órgão que recomendou as novas taxas, baseadas na chamada Seção 301 da legislação americana. O governo brasileiro busca um encontro bilateral para que Vieira exponha os argumentos contrários à medida, considerada prejudicial ao comércio entre os dois países.

Na terça-feira, o vice-presidente Geraldo Alckmin mencionou a possibilidade de diálogo durante o evento. Ele afirmou que o presidente Lula acompanha o assunto e que as conversas são constantes, embora não haja reunião formalmente agendada. Alckmin destacou ainda que o USTR e o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio (Mdic) mantêm contato permanente.

Na terça, Greer comentou as investigações que embasam a proposta tarifária. Segundo ele, as taxas de 25% são diferenciadas por incluírem exclusões de itens como carne bovina, café, metais e energia. Greer também afirmou que as apurações identificaram práticas comerciais consideradas desleais por parte do Brasil.

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Greer é uma figura central na equipe do governo Trump para negociações bilaterais em meio à ofensiva tarifária. Dados do Mdic indicam que as novas tarifas podem afetar aproximadamente 21% das exportações brasileiras destinadas aos Estados Unidos.

Em nota oficial, o governo brasileiro criticou a origem da investigação do USTR, atribuindo-a a articulações políticas ligadas à família Bolsonaro. O texto acusa aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro de agirem contra os interesses nacionais. “É lastimável que todo o trabalho de diálogo e articulação que o governo brasileiro tem feito, inclusive com envolvimento pessoal dos presidentes Lula e Trump, seja sabotado por interesses meramente eleitorais e familiares”, diz a nota.

O governo também questionou a inclusão do Pix entre os alvos da investigação americana. O sistema de pagamentos instantâneos, operado pelo Banco Central, foi citado pelo USTR como exemplo de prática que prejudicaria concorrentes privados dos Estados Unidos. A nota critica essa abordagem, considerando-a infundada.

Fonte: O GLOBO

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