A Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável da Assembleia Legislativa de Santa Catarina (Alesc) divulgou nesta terça-feira (2) a agenda de atividades para o Mês do Ambiente 2026, em referência ao Dia Mundial do Meio Ambiente, comemorado em 5 de junho e instituído pela Organização das Nações Unidas (ONU). Sob a liderança do deputado Marquito (Psol), presidente do colegiado, a iniciativa incluirá debates, seminários, exposições, ações educativas e eventos sobre sustentabilidade em diferentes regiões catarinenses ao longo de junho. O tema central deste ano é “Áreas Protegidas e Justiça Climática”.
Ao apresentar o cronograma, Marquito enfatizou que o objetivo é expandir a percepção sobre meio ambiente, conectando conservação ambiental, bem-estar social e disparidades econômicas. “Buscamos tratar o ambiente como um todo, com uma abordagem sistêmica que integra ecologia, saúde e sociedade. Este ano, escolhemos áreas protegidas e justiça climática porque são os grupos mais periféricos e vulneráveis que mais sofrem com eventos climáticos extremos”, declarou. O deputado explicou que a escolha também reflete a realidade ambiental catarinense e os debates acerca das unidades de conservação no estado. “Santa Catarina abriga ecossistemas muito frágeis e importantes. As áreas protegidas preservam a biodiversidade, os recursos hídricos e o equilíbrio ecológico. No entanto, temos observado tentativas de reduzir ou afrouxar essas áreas em várias cidades, o que acende um sinal de alerta”, completou.
O parlamentar informou ainda que a comissão está mapeando as unidades de conservação municipais em Santa Catarina. “Ficamos surpresos positivamente. Cerca de 30% dos municípios que já responderam ao levantamento possuem unidades de conservação criadas por lei ou decreto. Isso mostra uma preocupação crescente com a proteção ambiental em nível local”, afirmou.
Durante junho, a programação incluirá atividades promovidas pela comissão e por parceiros da sociedade civil. Foram registradas 62 atividades autogestionadas em 21 municípios catarinenses, como mutirões de limpeza, oficinas, feiras, palestras, exposições, plantios, rodas de conversa e ações de educação ambiental.
A agenda começa com a exposição “Unidades de Conservação de Santa Catarina: patrimônio natural, gestão e participação social”, montada no hall da Alesc. A mostra exibe a variedade de áreas protegidas do estado e ressalta seu papel na conservação da biodiversidade e dos recursos naturais.
A comissão realizará etapas do Seminário Estadual de Gestão Integrada de Resíduos Sólidos em Laguna (8 de junho), Blumenau (12 de junho) e Joaçaba (26 de junho), com capacitação técnica e intercâmbio de experiências entre gestores públicos e especialistas.
Em 11 de junho, o IFSC Continente sediará o evento “As Águas Pedem Voz: Missão Baías Norte e Sul”, focado em poluição, monitoramento ambiental e recuperação dos ecossistemas costeiros da Grande Florianópolis. No mesmo dia, a Alesc receberá um debate técnico sobre Sistemas Agroflorestais (SAFs) em Santa Catarina, com pesquisadores, agricultores e órgãos ambientais.
Nos dias 18 e 19 de junho, a comissão participará do Fórum Sustentar 2026, na UFSC, com discussões sobre mudanças climáticas, energias renováveis, agricultura sustentável e inovação. Em 18 de junho, a Alesc promoverá uma sessão solene em homenagem aos 50 anos do Centro de Ciências Biológicas da UFSC.
No dia 29 de junho, a Assembleia realizará uma sessão especial em homenagem aos Engenhos de Farinha de Santa Catarina, reconhecidos como Patrimônio Cultural do Brasil. Entre 22 e 24 de junho, Santo Amaro da Imperatriz sediará um seminário sobre ecoturismo e turismo de aventura. Em 23 de junho, a Alesc promoverá um seminário sobre os manguezais catarinenses, com atividade de campo no Manguezal do Itacorubi, em Florianópolis.
Fonte: Assembleia SC



















