O deputado Mário Motta (PSD) voltou a abordar na tribuna da Assembleia Legislativa de Santa Catarina (Alesc) o caso da morte do cão Orelha, ocorrida em janeiro deste ano na Praia Brava, em Florianópolis. Ele obteve o apoio do colega Tiago Zilli (MDB), que se comprometeu a assinar o requerimento para criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) com o objetivo de investigar os fatos, inicialmente tratados como maus-tratos a animal e posteriormente arquivados pelo Ministério Público.
Durante seu discurso, Motta exibiu uma carta recebida de Elaine Morales, moradora do Arizona, Estados Unidos, na qual ela pedia que ele desse continuidade à luta por esclarecimentos. “Por favor, Mário, faça o que é certo”, afirmou a norte-americana, o que, segundo o deputado, demonstra a repercussão internacional do caso. Motta esclareceu que sua iniciativa não visa questionar a atuação das instituições, mas cumprir o papel fiscalizador da Assembleia Legislativa, que é “fiscalizar e garantir a transparência dos fatos à sociedade”. Ele acrescentou: “Fatos relevantes permanecem sem o devido esclarecimento” e “A carta que recebi simboliza a voz de milhares de pessoas que ainda carecem de respostas”.
O proponente da investigação informou que o requerimento já conta com 13 assinaturas, faltando uma para atingir as 14 necessárias para avançar no Parlamento. Nesse momento, Zilli declarou apoio: “Ao ser procurado pelo senhor, eu disse que não me manifestaria, mas mudei, porque entendo que é nosso dever e obrigação defender os anseios da sociedade. Isso não é uma caça às bruxas”.
Em outro tema, o deputado Maurício Peixer (PL) elogiou o trabalho voluntário do grupo “Desbravus”, ligado à Igreja Puríssimo Coração de Jesus, em São Bento do Sul. A iniciativa surgiu em agosto de 2025, quando o padre Luciano Toller convocou fiéis para cultivar um bosque ao lado do templo. O espaço já se tornou atração local, e a associação formada por empresários e profissionais liberais arrecadou mais de R$ 1 milhão, desenvolvendo ações em benefício da comunidade.
Peixer também abordou a origem da colonização italiana no Brasil, relatando que seus antepassados chegaram de Gênova a Florianópolis em 1836, subindo o rio Tijucas até fundar a Colônia Nova Itália, hoje comunidade de Tejipió, em São João Batista. A documentação da chegada está na Mitra Diocesana de Florianópolis, e os descendentes criaram a Associação Liguriana, em referência à região da Ligúria, onde fica Gênova. O parlamentar apresentou moção de apoio a projeto do ex-deputado Peninha, em tramitação na Câmara dos Deputados, que reconhece essa como a primeira colônia italiana no Brasil, contestando a data de 1874 reivindicada pelo Espírito Santo. Mário Motta manifestou solidariedade à proposta, questionando como persiste a dúvida, dado o intervalo de quase quatro décadas entre os dois desembarques.
O deputado Alex Brasil (PL) voltou a criticar o governo federal pela proibição da pesca da tainha. Ele exibiu vídeos da ministra da Cultura, Margareth Menezes, recebida em um rancho de pescadores na Praia do Campeche, e do presidente Lula prometendo revogar a portaria do Ministério da Pesca que vetou a atividade em Santa Catarina. “O governo diz que não pode pescar no momento ideal e mais propício”, observou Brasil, questionando os motivos. “Este governo age com o olhar de vingança, por nunca ter controlado Santa Catarina”, arriscou. Maurício Peixer apoiou, demonstrando surpresa com a restrição “num ano em que a safra é boa”. O deputado Lunelli (MDB) afirmou que a proibição prejudica os pescadores e sugeriu que o governo federal compre estoques de tainha. Volnei Weber (MDB) lembrou que o período de licença para a pesca é de 60 dias e que, enquanto neste ano a safra é abundante, em outros Santa Catarina não pesca nada. Alex Brasil concluiu pedindo que o governo “pare de sangrar Santa Catarina” e expressou revolta com a portaria, que ainda não foi revogada para todo o estado. “Estão proibindo pescador de colocar o peixe na mesa”, finalizou.
Fonte: Assembleia SC

















