O pré-candidato ao Senado por Santa Catarina, Décio Lima (PT), declarou nesta terça-feira (14) que foi alvo de uma notificação judicial enviada pelo Partido Liberal (PL) estadual. A medida teria relação com um vídeo publicado pelo petista em suas redes sociais, no qual comenta as prisões de 17 prefeitos ocorridas durante a Operação Mensageiro.
No material audiovisual, Décio também aborda a suposta existência de um plano para assassinar a desembargadora responsável pelas decisões que resultaram na detenção dos gestores municipais. O ex-presidente do Sebrae apresentou publicamente o documento que recebeu e afirmou que a ação do PL foi motivada pelo teor da gravação.
“Vejam o que acabou de chegar até mim: uma intimação judicial do PL, partido do governador Jorginho, contra um vídeo meu em que falo sobre os prefeitos presos em Santa Catarina”, escreveu Décio em sua postagem.
No vídeo, o pré-candidato relembra a atuação da magistrada que assinou as ordens de prisão e menciona que ela teria sido vítima de um complô para ser morta — informação que foi divulgada oficialmente pelo Tribunal de Justiça de Santa Catarina (TJSC).
Décio Lima aproveitou para criticar a postura do PL. Para ele, a legenda estaria tentando silenciar a divulgação de informações relevantes sobre o caso. “O partido não quer que a população saiba o que está acontecendo”, afirmou.
Na sequência, o petista fez duras críticas políticas e sugeriu que boa parte dos prefeitos detidos na operação teria vínculos com o bolsonarismo. Ele também questionou a ausência de posicionamento público de lideranças desse campo político diante das prisões.
A Operação Mensageiro foi deflagrada em 2022 e investiga esquemas de corrupção relacionados a contratos de coleta e destinação de lixo em municípios catarinenses. A apuração mirou agentes públicos e empresários suspeitos de fraudes nos serviços de resíduos sólidos.
O caso ganhou grande repercussão no estado após a prisão e o afastamento de prefeitos de diferentes partidos ao longo das fases da operação. As medidas atingiram gestores de várias cidades e legendas, provocando impacto no cenário político regional.
Com o avanço das denúncias e dos processos judiciais, a Operação Mensageiro tornou-se um dos casos mais emblemáticos de suspeita de corrupção em administrações municipais catarinenses nos últimos anos.
O tema também passou a ser frequentemente citado por lideranças partidárias em debates sobre ética na gestão pública e atuação do Judiciário, ganhando contornos eleitorais em ano de pleito.
A notificação recebida por Décio Lima insere-se nesse contexto de disputa política, em que a operação se tornou arma de acusações entre adversários. O petista, que concorre a uma vaga no Senado, busca capitalizar o caso para criticar o governo estadual e o partido do governador.
Até o momento, o PL de Santa Catarina não se manifestou oficialmente sobre a notificação enviada a Décio. O caso deve continuar gerando repercussão nos próximos dias, especialmente nas redes sociais e nos palanques eleitorais.
Fonte: ND+


























