A defesa do ministro Alexandre de Moraes nos Estados Unidos, em ação movida pelas empresas Rumble e Trump Media, pode gerar custos milionários para os cofres públicos. A Advocacia-Geral da União (AGU), responsável por representar o magistrado, terá que contratar um advogado local, já que o tribunal federal da Flórida pode não reconhecer a legitimidade do órgão brasileiro no caso.
Os honorários de advogados com atuação na Flórida variam entre US$ 300 e US$ 600 por hora, mas grandes escritórios, conhecidos como ‘big law’, cobram a partir de US$ 1.000 por hora. Já os profissionais mais renomados, os ‘top partners’, podem ultrapassar US$ 1.300 por hora. Dependendo da duração do processo, os custos podem chegar a milhões de dólares.
A situação levanta questionamentos sobre a separação dos Poderes, prevista na Constituição de 1988. A AGU é um órgão ligado à Presidência da República, e não ao Judiciário. Ao receber ordens do presidente do STF para defender Moraes, o órgão pode estar atuando fora de sua esfera de competência, o que gera críticas de especialistas.
Além disso, Moraes é acusado de ter expedido ordens de censura, inclusive secretas, que violariam a Primeira Emenda da Constituição dos Estados Unidos, que garante a liberdade de expressão. Sem revisar ou debater essas decisões, o governo brasileiro opta por um caminho que mistura os Poderes e expõe o contribuinte a custos elevados.
Paralelamente, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) oferece uma série de benefícios aos seus servidores, que muitas vezes são negados ao cidadão comum. Entre eles, está a assistência pré-escolar, que garante um adicional de R$ 1.288,47 aos beneficiários. Em abril deste ano, 155 servidores do TSE receberam esse auxílio.
O auxílio-alimentação também é generoso: cada servidor recebeu R$ 1.860,51 em um mês, o que equivale a quase R$ 90 por dia útil. Além disso, há o auxílio-odontológico, no valor de R$ 791,21, e a assistência médica e odontológica, que atende 1.232 titulares e 2.060 dependentes.
Na política, o senador Rogério Marinho (PL-RN) defendeu a pré-candidatura de Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência, afirmando que o Brasil quer mudança e que o brasileiro quer voltar a sonhar. Ele acusou o PT de roubar até a esperança do povo.
Na Colômbia, o presidente Gustavo Petro, aliado de Lula, continua a rejeitar o resultado da eleição que colocou seu candidato em segundo lugar. Ele chegou a usar provas falsas para acusar suposta fraude no pleito.
No setor aeroespacial, o banco Goldman Sachs prevê que o faturamento da SpaceX, concorrente da Nasa pertencente a Elon Musk, deve se multiplicar em mais de 100 vezes após a estreia da empresa na Bolsa, segundo o jornal Financial Times.
Na área de Defesa, o ministro José Múcio assinou uma declaração de intenção de compra de mais 20 jatos Gripen, da sueca Saab, durante visita à Suécia. O Brasil já havia adquirido 36 unidades do modelo em 2014.
No cenário eleitoral, o flerte para uma chapa única entre Ronaldo Caiado (PSD) e Romeu Zema (Novo) para disputar a Presidência não deve prosperar. Caiado já avisou que cada um seguirá seu próprio caminho.
O deputado Alfredo Gaspar (PL-AL) comparou os dois Brasis e suas duas justiças, lembrando da condenação de Débora do Batom a 14 anos de prisão e da absolvição da mãe do menino Henry Borel.
O ex-ministro da Saúde Marcelo Queiroga aproveitou as festas juninas para lançar uma nova campanha: ‘vacinar o Brasil contra o PT’, que, segundo ele, ‘protege contra a mentira e contra a corrupção’.
Na Polícia Federal, a resposta sobre a proposta de acordo de delação premiada de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, deve sair nesta semana. Ele tem até sexta-feira (12) como prazo no regime especial.
Por fim, uma reflexão: o pagador de impostos banca desde pré-escola para servidores até advogados para ministros do STF, o que levanta questões sobre o uso dos recursos públicos.
Fonte: O Sul























