O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro declarou que a condenação imposta pelo Supremo Tribunal Federal (STF) é inválida, argumentando que nunca recebeu uma citação formal para se defender. Em entrevista ao programa Os Pingos nos Is, da Jovem Pan, ele afirmou que tomou conhecimento das acusações apenas pela imprensa, e não pelos canais oficiais.
Eduardo foi sentenciado nesta terça-feira (16) pela Primeira Turma do STF a quatro anos e dois meses de reclusão, em decisão unânime. O relator do caso, ministro Alexandre de Moraes, foi acompanhado pelos ministros Cristiano Zanin, Cármen Lúcia e Flávio Dino.
O ex-parlamentar, que se considera vítima de perseguição política e reside nos Estados Unidos desde fevereiro de 2025, voltou a criticar duramente o ministro Alexandre de Moraes. Ele acusou o magistrado de agir como “vítima e julgador ao mesmo tempo” e de fazer “chacota em rede nacional”.
Eduardo comparou seu caso ao da ex-deputada Carla Zambelli, que foi libertada na Itália e teve seu pedido de extradição negado pelas autoridades italianas. Para ele, a falta de envio de uma carta rogatória aos EUA demonstra que o processo é nulo. “Eles não me mandaram a carta rogatória porque sabem que, ao ser analisada pela Justiça americana, ficará claro que o Brasil condena pessoas sem sequer citá-las”, afirmou.
O ex-deputado disse ainda acreditar que Moraes teme que os documentos sejam examinados nos Estados Unidos, pois exporiam supostas irregularidades. Ele sustentou que “um processo só se inicia com uma citação” e que, sem ela, não há condições de se defender das acusações.
Fonte: Jovem Pan























