Uma empresa brasileira do setor de construção civil projeta atingir R$ 1,2 bilhão em faturamento até 2026 sem utilizar tijolos ou cimento. A aposta da Espaço Smart está no steel frame, método de construção a seco que vem ganhando espaço no mercado nacional.
Fundada em Ponta Grossa (PR) em 2014, a companhia já demonstra crescimento acelerado. No ano passado, registrou receita de R$ 728 milhões. Apenas no primeiro semestre de 2025, o valor chegou a R$ 560 milhões.
A projeção bilionária se baseia em uma sequência de resultados positivos. Em 2025, a empresa foi incluída no ranking Exame Negócios em Expansão, com receita operacional líquida de R$ 376,8 milhões nos doze meses anteriores.
A expansão acompanha a consolidação do steel frame na construção civil. O método troca a alvenaria tradicional por estruturas de aço galvanizado, montadas de forma industrializada, o que garante rapidez e menor desperdício de materiais.
Segundo o fundador Fernando Scheffer, o aumento da informação técnica elevou o nível de exigência de consumidores e profissionais. Isso impulsiona a busca por alternativas com mais previsibilidade de custo e prazo.
Para sustentar o crescimento, a empresa foca na expansão da rede e na presença em regiões onde o modelo ainda é pouco difundido, mas com alta demanda potencial. Outra frente é o investimento em treinamentos para arquitetos, construtores e consumidores.
O plano inclui facilitar o acesso aos produtos e ampliar a capilaridade comercial em todo o país. Apesar do avanço, o steel frame ainda representa apenas cerca de 1% da construção civil brasileira, o que indica um enorme potencial de crescimento.
Scheffer afirma que o modelo tradicional está próximo da estagnação, enquanto o sistema industrializado pode ocupar uma fatia maior de um mercado consolidado. A empresa aposta nessa transição.
Nos últimos dois anos, a Espaço Smart investiu aproximadamente R$ 30 milhões para ampliar a produção. A operação elevou em 30% a capacidade fabril e de engenharia, com a unidade de Ponta Grossa sendo hoje a maior indústria de steel framing da América Latina.
O crescimento gerou 280 contratações em 23 estados apenas no primeiro semestre. As áreas comercial e de atendimento concentraram a maior parte das vagas, mas também houve reforço em setores como indústria, logística, engenharia, tecnologia e marketing.
Em muitas cidades, a empresa é a primeira a atuar com steel frame, o que exige formar profissionais do zero. Para suprir essa demanda, a companhia já capacitou mais de 14 mil profissionais em parceria com o Senai, com cursos teóricos e práticos sobre projetos, montagem e execução.
A formação técnica é peça-chave para reduzir erros e aumentar a produtividade das obras. Hoje, há centros de treinamento em diversas capitais brasileiras, ampliando a oferta de mão de obra qualificada no setor.
Fonte: ND+

























