A Engie Brasil Energia, com sede em Florianópolis, anunciou um lucro líquido de R$ 1,9 bilhão no segundo trimestre de 2026, representando um avanço de 246% na comparação com o mesmo período do ano anterior. O salto foi atribuído à adesão da empresa ao mecanismo legal de repactuação do Uso de Bem Público (UBP), que gerou um ganho excepcional de R$ 1,26 bilhão. Desconsiderando esse fator, o lucro ajustado atingiu R$ 694 milhões, com crescimento de 23% frente ao segundo trimestre de 2025.
No período, a receita operacional líquida somou R$ 3,5 bilhões, um aumento de 13,8% em relação ao ano anterior. O Ebitda ajustado alcançou R$ 2,2 bilhões, com expansão de 16,8% na mesma base de comparação.
A companhia explicou que o desempenho da receita foi puxado principalmente pelas operações de curto prazo, contratos firmados no mercado livre, pela regulação de energia e pelos projetos de transmissão. O Ebitda, por sua vez, refletiu o bom momento dos negócios e o andamento dos investimentos em infraestrutura.
Em nota, o CEO Eduardo Sattamini destacou a solidez da estratégia e a disciplina na execução, citando como destaques o aumento de contratos no mercado livre e a expansão na área de transmissão. Ele reforçou o compromisso da empresa em investir em infraestrutura e inovação para manter o crescimento e apoiar a transição energética do país.
Durante o trimestre, a Engie Brasil aplicou R$ 329 milhões em investimentos, sendo R$ 261 milhões direcionados a novos projetos. Os principais aportes foram nos projetos de transmissão de Asa Branca (R$ 111 milhões) e de Graúna (R$ 104 milhões).
O diretor financeiro e de relações com investidores, Pierre Leblanc, ressaltou que o incremento de 13,8% na receita evidencia a capacidade da empresa de aproveitar oportunidades em diferentes frentes. Ele também mencionou o aumento de 23% no lucro ajustado como prova da consistência estratégica e da solidez financeira, reafirmando o foco em gerar resultados sustentáveis para os acionistas.
A repactuação do UBP é um mecanismo previsto em lei que permite às geradoras renegociar as condições de uso dos bens públicos, como os reservatórios de hidrelétricas, gerando impactos positivos no resultado financeiro.
Com os números apresentados, a Engie Brasil segue consolidando sua posição no setor elétrico, combinando expansão em transmissão e atuação no mercado livre de energia, enquanto mantém a atenção às condições do mercado.
Fonte: NSC Total
























