A Companhia Catarinense de Águas e Saneamento (Casan) informou que dará início na próxima segunda-feira (15) aos processos de indenização das famílias afetadas pelo transbordamento de um reservatório de água tratada na comunidade da Serrinha, em Florianópolis. O incidente ocorreu na manhã de sexta-feira (12) e causou alagamentos em sete residências, com prejuízos materiais significativos.
Equipes da companhia permaneceram no local durante o sábado (13) para auxiliar os moradores na limpeza das casas e na remoção de lama e entulhos. A Casan informou que, até a próxima segunda, as atividades relacionadas ao levantamento de danos e ao ressarcimento serão retomadas. O presidente da empresa, Pedro Joel Horstmann, já havia adiantado na sexta a expectativa de iniciar os pagamentos de indenização no início da semana seguinte.
O transbordamento aconteceu por volta das 7h da sexta, devido a um problema mecânico em um registro de controle do tanque. A água liberada desceu pelas ruas da Serrinha, invadindo imóveis, arrancando lajotas e causando transtornos no trânsito e no transporte público. A Casan garantiu que o abastecimento de água foi normalizado ainda na sexta-feira e que não houve danos estruturais no reservatório, que foi inaugurado em março com investimento de R$ 5,5 milhões.
De acordo com levantamento conjunto da Casan e da Defesa Civil municipal, seis das sete residências atingidas foram interditadas temporariamente para permitir a limpeza e a avaliação dos prejuízos. A sétima casa precisou ser interditada devido a problemas estruturais em um muro que divide um dos cômodos. A companhia informou que também analisará pedidos de lucros cessantes dos comerciantes locais.
Na sexta, a Casan distribuiu refeições às famílias atingidas, forneceu kits de limpeza e providenciou hospedagem para duas delas. O fornecimento de marmitas será mantido até segunda-feira. Equipes de assistência social e psicólogos estiveram na comunidade para avaliar as necessidades dos moradores e prestar apoio emocional.
Moradores relataram momentos de pânico. Uma mulher que saía para o trabalho disse ter ouvido um barulho intenso de água e achou que fosse chuva, mas logo percebeu a gravidade. Ela descreveu a cena como “um tsunami” e afirmou que nunca viu nada parecido. Com o trânsito interrompido, ela terá que pegar o ônibus em outro ponto.
Outra moradora contou que o volume de água era tão grande que não havia escoamento suficiente. Em uma das casas atingidas, os moradores precisaram quebrar uma parede para permitir que a água acumulada saísse. O imóvel abriga uma idosa de 72 anos, que é cega, e sua neta. Foi a neta quem retirou a avó da residência durante a enxurrada.
Imagens mostram ruas cobertas por lama e areia, com entulhos espalhados pela comunidade. A força da água danificou vias e imóveis na Rua 25 de Novembro, onde está localizado o reservatório que apresentou a falha. A Casan afirmou que vai investigar as causas do problema mecânico no registro e adotar medidas para evitar novos incidentes.
A companhia também anunciou que manterá equipes de plantão no local para monitorar a situação e prestar auxílio contínuo aos moradores. Os serviços de limpeza pública foram reforçados para remover os detritos acumulados nas ruas e calçadas.
Moradores da Serrinha, que fica na região do Maciço do Morro da Cruz, esperam que as indenizações sejam pagas rapidamente para cobrir os prejuízos com móveis, eletrodomésticos e outros bens perdidos. A Defesa Civil recomendou que as famílias façam um inventário detalhado dos danos para agilizar o processo de ressarcimento.
A Casan pediu desculpas pelo ocorrido e se comprometeu a rever os protocolos de manutenção do reservatório. A empresa destacou que o equipamento era novo e que a falha foi pontual, mas que todas as medidas necessárias serão tomadas para garantir a segurança da comunidade.
Fonte: NSC Total
























