O governo dos Estados Unidos anunciou, nesta quinta-feira (25), um pacote de assistência humanitária no valor de US$ 150 milhões (aproximadamente R$ 825 milhões) para a Venezuela, após os terremotos que atingiram o país na quarta-feira (24). A ajuda inclui aportes financeiros, equipes especializadas em busca e resgate, além de suporte logístico para as áreas devastadas.
Segundo comunicado do Departamento de Estado, o presidente Donald Trump autorizou uma resposta emergencial do governo norte-americano, com o objetivo de apoiar as operações de resgate e colaborar com as autoridades venezuelanas. Do total anunciado, US$ 50 milhões serão destinados a novos acordos bilaterais com organizações humanitárias que já atuam no país, como World Vision, Samaritan’s Purse, Catholic Relief Services, International Medical Corps, a Organização Internacional para as Migrações (OIM) e o Programa Mundial de Alimentos (PMA).
Outros US$ 100 milhões serão repassados ao fundo humanitário administrado pelo Escritório das Nações Unidas para a Coordenação de Assuntos Humanitários (OCHA). Além do apoio financeiro, Washington mobilizou uma Equipe Regional de Resposta a Desastres (DART), composta por especialistas em emergências, incluindo duas equipes de busca e resgate urbano formadas por bombeiros, médicos, engenheiros estruturais e profissionais treinados para operações com cães farejadores.
O Departamento de Estado informou que trabalha em conjunto com o Departamento de Defesa para garantir o transporte de equipamentos, profissionais e assistência humanitária para as regiões mais críticas. O anúncio ocorre em meio a uma mobilização internacional para auxiliar a Venezuela; pelo menos 17 países ofereceram apoio, entre eles Brasil, Ucrânia, México, El Salvador, Equador, República Dominicana, Cuba, França, Espanha, Alemanha, Suíça e Holanda.
Trump já havia manifestado solidariedade às vítimas na quarta-feira, afirmando que os EUA estavam “prontos, dispostos e aptos a ajudar”. O presidente também determinou que as agências federais se preparassem para agir rapidamente diante da tragédia. De acordo com o balanço mais recente divulgado pelo governo venezuelano, os terremotos deixaram 188 mortos, 1.520 feridos e cerca de 200 pessoas soterradas sob os escombros.
Uma plataforma criada por voluntários para auxiliar nas buscas já reuniu 43.308 registros de desaparecidos. Desse total, 39.989 pessoas ainda não foram localizadas, enquanto 3.319 foram encontradas. Os dois terremotos, de magnitudes 7,2 e 7,5, ocorreram com apenas 39 segundos de intervalo e foram os mais fortes registrados na Venezuela em mais de um século. Os tremores provocaram desabamentos de edifícios, destruíram parte da infraestrutura em Caracas e foram sentidos também na Colômbia e em cidades brasileiras.
O Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS) estima que, devido à magnitude do desastre, ao menos 10 mil pessoas podem ter morrido, em uma avaliação preliminar. A comunidade internacional segue mobilizada para prestar auxílio ao país sul-americano, enquanto as equipes de resgate continuam trabalhando nas áreas afetadas. A ajuda dos EUA visa reforçar as operações já em andamento e garantir que os recursos cheguem às vítimas o mais rápido possível.
Fonte: Na Hora da Notícia





















