O senador Flávio Bolsonaro (PL) manifestou apoio público ao jogador Neymar nesta sexta-feira (19/6), depois que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) fez uma piada sobre a participação do atleta na Copa do Mundo. Em um evento em Belo Horizonte (MG), Lula ironizou o craque, chamando-o de “primeiro convocado home office do mundo”. A declaração gerou reação imediata do parlamentar, que é pré-candidato à Presidência.
Em um vídeo publicado nas redes sociais, Flávio classificou a fala de Lula como “um gol contra”. O senador destacou que, independentemente de opiniões sobre o desempenho esportivo de Neymar, o jogador representa um brasileiro de origem simples que conquistou projeção internacional. “Você pode não gostar do Neymar como jogador. Para mim, ele é craque. Mas a gente está falando de um brasileiro de origem humilde que cresceu na vida e levou o nome do país para o mundo”, afirmou.
Na legenda do vídeo, Flávio escreveu: “Neymar é craque e Lula é presidente turista. Só um deles tem espaço no coração do brasileiro e pode ter certeza: o Brasil está do lado e torcendo pelo Neymar.” A publicação busca contrapor a imagem do presidente à do atleta, em um embate que mistura esporte e política.
A polêmica começou durante um diálogo de Lula com uma criança na plateia do evento. O presidente debatia a participação feminina no futebol, argumentando que mulheres podem jogar tão bem quanto os homens. Ao ser questionado pelo menino sobre quem seria o melhor jogador masculino do Brasil, a criança citou Neymar. Lula reagiu dizendo que o atleta “não está nem jogando” e emendou a piada sobre a convocação remota.
Lula ainda mencionou ter visto o comentário na internet, reforçando a imagem de Neymar como alguém que não estaria plenamente dedicado à seleção. A declaração ocorre em meio a críticas e especulações sobre a forma física e o desempenho do jogador em competições recentes.
O apoio de Flávio Bolsonaro a Neymar não é isolado. O senador busca capitalizar politicamente a defesa de figuras populares, enquanto se prepara para uma eventual candidatura à Presidência. A troca de farpas entre os dois políticos reflete a polarização que marca o cenário nacional, com o esporte servindo como pano de fundo para disputas ideológicas.
Fonte: Metrópoles























