REPOSIÇÃOGoverno e Petrobras apostam na Margem Equatorial para suprir queda do pré-sal

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A Petrobras e o governo federal enxergam na Margem Equatorial uma alternativa para compensar o declínio das reservas do pré-sal, previsto para começar em 2034, conforme estimativas da companhia.

Na última segunda-feira (17), a estatal anunciou a descoberta de petróleo no Poço Morpho, localizado no bloco FZA-M-59, a 175 quilômetros da costa do Amapá. O avanço para a fase de exploração comercial, no entanto, ainda depende da confirmação do volume e da viabilidade econômica do reservatório.

Em entrevista a jornalistas em Oiapoque (AP), a presidente da Petrobras, Magda Chambriard, disse que a região tem potencial para contribuir significativamente com a recomposição das reservas da empresa e do país. A fala ocorreu após a visita do presidente Luiz Inácio Lula da Silva às operações da companhia no estado.

Ela destacou que o pré-sal já é o principal produto de exportação do Brasil há vários anos e que a tendência se mantém neste ano. Atualmente, os campos do pré-sal respondem por 80% da produção nacional, mas o possível esgotamento dos recursos gera preocupação tanto na cúpula da estatal quanto no governo, que temem o país se tornar importador de petróleo a partir de 2040 se novas fronteiras não forem desenvolvidas.

Nesse cenário, a descoberta na costa do Amapá surge como a principal esperança para sustentar a produção brasileira, que deve atingir o pico de 5,3 milhões de barris por dia em 2030, antes de cair com o declínio do pré-sal.

Estimativas do governo, conforme divulgado anteriormente, indicam que a Margem Equatorial pode conter pelo menos 41 bilhões de barris de petróleo. Contudo, Magda alertou que ainda não se sabe o volume exato e que a expectativa é encontrar múltiplos reservatórios ao longo da exploração.

A presença do óleo na região, entretanto, não garante a exploração imediata. A descoberta está em fase exploratória, que envolve a perfuração de poços e o envio de sondas para avaliar presença, qualidade e custos de extração. A Petrobras ainda aguarda a licença do Ibama para perfurar três novos poços na Margem Equatorial.

A diretora-presidente também ressaltou que a possível exploração da área faz parte de uma estratégia mais ampla da estatal para distribuir melhor os investimentos exploratórios, historicamente concentrados no Sudeste.

Magda, que presidiu a ANP durante a licitação da região, lembrou que as áreas ofertadas vão do Rio Grande do Norte ao Amapá. Segundo ela, o objetivo da época era integrar essas regiões ao processo de exploração, reduzindo a dependência do pré-sal e beneficiando o Norte e o Nordeste.

A expectativa é de que os próximos passos envolvam a obtenção das licenças ambientais e a conclusão dos estudos de viabilidade para que a Margem Equatorial se consolide como uma nova fronteira produtiva do país.

Fonte: Poder360

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