RECORDE ABSOLUTOGoverno Federal atinge gasto recorde de R$ 130 mi em mídia digital e amplia repasse à Globo

Fonte da imagem: Ricardo Stuckert

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O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva promoveu uma mudança significativa na estratégia e no volume de investimentos em publicidade oficial, atingindo recordes históricos, especialmente no ambiente digital. Entre 2023 e 2024, as despesas totais do Governo Federal com publicidade somaram R$ 4,1 bilhões, montante que gerou demandas por maior transparência por parte da sociedade civil.

Os gastos com anúncios na internet dispararam sob a gestão do ministro Sidônio Palmeira, que assumiu a Secretaria de Comunicação Social (Secom) em janeiro de 2025. O investimento em propaganda online saltou de 13,7% para 25% do orçamento total de comunicação. Só em 2025, os gastos com anúncios na internet bateram o recorde de R$ 130 milhões, superando amplamente os R$ 47 milhões de 2023 e os R$ 42 milhões de 2024.

A estratégia atual foca em grandes plataformas e novos formatos. O Google liderou os recebimentos em 2025 com R$ 39 milhões, seguido pela Meta (Facebook/Instagram) com R$ 35,8 milhões. O governo passou a contratar influenciadores de médio alcance, como o apresentador João Kléber, para dialogar com públicos fora da ‘bolha petista’, focando em eleitores de centro e centro-direita. Somente no Instagram e Facebook, o governo desembolsou R$ 21 milhões até meados de maio de 2026, quase o dobro do período anterior, com foco em temas como o Novo PAC e a isenção do Imposto de Renda.

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Outro ponto de destaque é o aumento expressivo nos repasses para a TV Globo. Um requerimento de informação na Câmara dos Deputados aponta que, entre 2023 e 2024, a emissora e suas afiliadas receberam R$ 177,2 milhões da Secom. Esse valor, em apenas dois anos, já supera o total de R$ 177 milhões pagos à rede durante os quatro anos da gestão de Jair Bolsonaro. Em 2024, a Globo concentrou 53% de todos os gastos do governo nas principais emissoras de TV do país.

Apesar do alto volume de recursos, entidades como a Associação Brasileira de Comunicação Pública (ABCPública) denunciam um ‘retrocesso’ na transparência dos dados. Em representação ao Tribunal de Contas da União (TCU), a associação aponta que o site da Secom dificulta o acesso a informações detalhadas, como gastos de empresas estatais e séries históricas consolidadas por veículo de comunicação. A entidade argumenta que a fragmentação dos dados impede o efetivo controle social sobre como o dinheiro público está sendo alocado.

Fonte: Associação Brasileira de Comunicação Pública (ABCPública) / TCU / Portal Poder360 / Gazeta do Povo / O Antagonista / Portal 96fm (Dados da Biblioteca de Anúncios da Meta) / Brasil Paralelo / MUSSICOM (Estadão/Revista Oeste) / Wikipédia (Perfil Sidônio Palmeira)

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