EMERGÊNCIAGoverno federal reconhece emergência em 27 cidades gaúchas por chuvas de maio e julho

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O governo federal homologou nesta sexta-feira (24) a situação de emergência em mais de 20 cidades do Rio Grande do Sul. O reconhecimento, publicado no Diário Oficial da União, abrange os estragos provocados pelas tempestades de maio e do início de julho, não pelos temporais mais recentes.

Eldorado do Sul, na Região Metropolitana de Porto Alegre, é um dos municípios listados. No dia 11 de julho, a cidade foi atingida por um temporal com ventos fortes e granizo, que destelhou casas e deixou centenas de desabrigados.

A portaria da Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil relaciona 20 localidades: Áurea, Braga, Constantina, Dois Irmãos das Missões, Eldorado do Sul, Floriano Peixoto, Getúlio Vargas, Humaitá, Jacutinga, Ponte Preta, Porto Xavier, Redentora, Sananduva, São Valério do Sul, Três Palmeiras, Trindade do Sul e Vila Nova do Sul.

Outras sete cidades já haviam obtido o reconhecimento na segunda-feira (20): São Sepé, Erval Seco, Liberato Salzano, Coronel Bicaco, Cerro Grande, Novo Tiradentes e Seberi. Ao todo, 27 municípios gaúchos estão habilitados a receber auxílio federal.

Com a declaração de emergência, as prefeituras podem acessar recursos da União sem necessidade de licitação para contratar serviços e comprar bens. O dinheiro deve ser empregado em ações de socorro, assistência à população e recuperação de estruturas danificadas.

O governo federal também poderá enviar kits de ajuda humanitária e apoiar o restabelecimento de serviços essenciais, como abastecimento de água e energia. Para isso, os municípios precisam apresentar planos de trabalho detalhando as medidas a serem adotadas.

Enquanto isso, o estado enfrenta uma nova onda de precipitações intensas. Segundo o balanço da Defesa Civil gaúcha divulgado na noite de quinta-feira (23), 203 municípios reportaram danos recentes, incluindo alagamentos, inundações, deslizamentos e bloqueios de estradas.

Atualmente, 1.315 pessoas estão desabrigadas — aquelas que perderam suas casas e precisam de abrigo público — e outras 565 estão desalojadas, hospedadas na casa de parentes ou amigos. No total, 1,8 mil gaúchos estão fora de suas residências por causa das chuvas.

Entre os flagelados, muitos revivem traumas de enchentes anteriores. Casos como o de uma moradora da Serra Gaúcha que perdeu a casa em 2023 e viu o pai morrer arrastado pelo mesmo rio na última cheia ilustram a recorrência dos desastres na região.

Fonte: G1

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