Um dos nomes mais conhecidos do comunismo na internet brasileira, Jones Manoel, rompeu com o Partido Comunista Brasileiro Revolucionário (PCBR) por causa de uma disputa em torno de seu canal no YouTube, o Farol Brasil. Ele havia se filiado à legenda em 2024.
Segundo o influenciador, o partido solicitou a transferência do controle da conta para a organização, o que, em sua avaliação, poderia levar o projeto à falência. Jones afirmou que o PCBR não teria condições de administrar o canal nem de assegurar sua subsistência e a de sua família.
Embora defenda regimes totalitários nos quais o Estado, controlado pelo partido, dominava toda a economia, o youtuber recusou a proposta, preocupado com sua estabilidade financeira. Ele questionou como ficariam suas responsabilidades familiares caso o canal perdesse receita.
O influenciador disse não ser contra ceder a plataforma ao PCBR, mas impôs uma condição: o partido precisaria garantir que ele continuaria obtendo renda suficiente para cobrir despesas com a mãe, sobrinhos, madrinha, contas de luz, aluguel e alimentação. A sigla, no entanto, não apresentou uma contraproposta viável.
O PCBR, que não possui registro no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), preparava-se para lançar Jones como candidato a deputado federal pelo PSOL. Com a saída do influenciador, esses planos foram suspensos.
Em uma nota oficial, o Comitê Central do PCBR, com tom stalinista, defendeu a centralização dos meios de comunicação e propaganda associados ao movimento. A legenda segue as diretrizes de Lenin sobre hierarquia rígida em organizações comunistas.
O partido informou que propôs uma transição gradual, com a profissionalização de Jones e a incorporação progressiva do canal ao controle partidário. A ideia era garantir tanto a manutenção financeira do influenciador quanto o uso político correto da plataforma.
Apesar das negociações, Jones Manoel só aceitou divulgar a linha editorial da sigla, mantendo o controle integral da conta. O impasse levou ao rompimento definitivo entre as partes.
Especialistas apontam que partidos comunistas do século XX adotavam disciplina quase militar para promover revoluções, o que explica a postura do PCBR ao tentar centralizar o canal.
Fonte: Brasil Paralelo Notícias




















