DIPLOMACIAIrã acusa EUA de violar cessar-fogo e ameaça retaliação

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O governo do Irã acusou os Estados Unidos de descumprirem o acordo de cessar-fogo em vigor desde 8 de abril. Em nota oficial divulgada nesta terça-feira (26/5), o Ministério das Relações Exteriores iraniano classificou as ações militares norte-americanas na província de Hormozgan como uma violação grave do pacto que interrompeu as hostilidades bilaterais.

De acordo com o comunicado, as forças dos EUA realizaram ataques na região sul do Irã nas últimas 48 horas, o que representa uma quebra inaceitável dos termos acordados. Teerã afirmou que responsabiliza Washington por todas as consequências decorrentes dessas operações, descritas como agressivas e injustificadas.

A acusação veio horas depois de o Comando Central das Forças Armadas dos EUA anunciar que havia executado ações de autodefesa em território iraniano. A versão americana não foi detalhada, mas fontes militares sugerem que os alvos estariam ligados a atividades consideradas ameaçadoras.

Antes da manifestação do Ministério, a Guarda Revolucionária do Irã já havia se pronunciado por meio da mídia estatal. A corporação declarou que se reserva o direito legítimo e definitivo de responder a qualquer infração do cessar-fogo. Também informou que suas unidades de defesa aérea abateram um drone MQ-9 americano e dispararam contra um caça que teria violado o espaço aéreo iraniano.

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O líder supremo do Irã, aiatolá Mojtaba Khamenei, reforçou a postura beligerante em mensagem publicada em seu canal no Telegram. Ele afirmou que as nações e territórios da região não servirão mais como escudo para bases americanas. Em tom de desafio, declarou que os lemas ‘Morte à América’ e ‘Morte a Israel’ voltarão a ecoar entre os povos islâmicos e oprimidos do mundo, especialmente entre os jovens.

O cessar-fogo entre Irã e EUA está em vigor desde 8 de abril, mas as negociações diplomáticas ainda prosseguem. O ataque mais recente ocorre justamente quando representantes dos dois países tentam avançar nas conversas para um acordo definitivo que encerre o conflito iniciado no fim de fevereiro.

O principal negociador iraniano, Mohammad Baqr Qalibaf, acompanhado do chanceler e do governador do Banco Central, esteve em Doha na segunda-feira (25/5) para reuniões com o primeiro-ministro do Catar. Segundo a agência de notícias Tasnim, o objetivo da delegação é obter a liberação de aproximadamente US$ 24 bilhões em recursos iranianos congelados no exterior, considerados o último grande entrave para um entendimento final.

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Em meio às tratativas, o presidente dos EUA, Donald Trump, acrescentou um novo elemento ao debate. Em postagem na segunda-feira, ele afirmou ter solicitado a líderes árabes que aderissem aos Acordos de Abraão – tratados que normalizam relações com Israel – e sugeriu que o acordo de paz com o Irã estaria condicionado à adesão em massa a esses pactos.

Fonte: Metrópoles

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