O governo do Irã intensificou a pressão sobre a Fifa em relação à Copa do Mundo de 2026, que será realizada em Estados Unidos, México e Canadá. O ministro do Esporte e da Juventude, Ahmad Donyamali, declarou que a seleção iraniana pode abandonar o campo caso torcedores levem bandeiras ou materiais considerados não oficiais para os estádios.
Em entrevista a veículos de imprensa do Irã, Donyamali afirmou que a decisão de interromper a partida está respaldada pelo técnico da equipe. A declaração ocorre após crescerem os rumores de que manifestações relacionadas ao movimento LGBT+ possam ocorrer durante os jogos do Irã no torneio.
O confronto mais preocupante para as autoridades iranianas é a partida contra o Egito, marcada para a terceira rodada do Grupo G, em Seattle. A cidade norte-americana realiza na mesma semana as comemorações do orgulho gay, o que gerou temores no país persa de que símbolos LGBT+ sejam exibidos nas arquibancadas do Lumen Field.
De acordo com o ministro, a Fifa já teria se comprometido a coibir qualquer tipo de protesto ou manifestação não autorizada no estádio durante o jogo. “Tivemos a garantia de que nenhum incidente perturbador ocorrerá”, completou Donyamali, citando a Reuters como fonte da informação.
A seleção iraniana fará sua estreia no dia 15 de junho contra a Nova Zelândia. Em seguida, enfrentará a Bélgica antes do encontro com o Egito, que tem gerado maior repercussão diplomática. A postura do Irã levanta dúvidas sobre o cumprimento das regras antidiscriminação da Fifa.
Fonte: Na Hora da Notícia






















