O pré-candidato a deputado distrital no Distrito Federal e irmão de Michelle Bolsonaro (PL), Eduardo Torres, reagiu nesta quarta-feira (22) às declarações de Eduardo Bolsonaro (PL), que classificou a ex-primeira-dama de “imatura”. A fala do ex-deputado ocorreu em entrevista ao site Metrópoles, em referência a um vídeo publicado por Michelle com críticas ao senador Flávio Bolsonaro (PL), também pré-candidato à Presidência.
Sem citar Eduardo Bolsonaro nominalmente, Torres ironizou as cobranças feitas a Michelle, dizendo que ela é alvo de críticas por não falar “o que ‘eu’ quero na política”. Ele questionou: “E quando vamos trabalhar contra o Lula?”. Em tom de sarcasmo, listou supostas restrições impostas a ela, como não deveria ter gravado vídeo sobre Ciro Gomes, não deveria postar fotos das comidas que prepara para o marido, nem opinar sobre política partidária, mesmo tendo criado o maior movimento partidário feminino. “Ei, Michelle! Calma aí! Por que você não fala o que ‘eu’ quero na política? Imatura”, completou.
Eduardo Torres é próximo ao ex-presidente Jair Bolsonaro, que cumpre prisão domiciliar após condenação a 27 anos e 3 meses por liderar a trama golpista. A defesa de Bolsonaro chegou a solicitar que Torres pudesse visitá-lo como cuidador, mas o pedido foi negado pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, por falta de qualificação técnica.
Em sua entrevista, Eduardo Bolsonaro afirmou que considerou a publicação de Michelle um sinal de “imaturidade”, expondo conflitos familiares em plena campanha eleitoral. “Foi uma imaturidade da Michelle, ela jamais poderia ter feito aquele vídeo. Acredito que esses assuntos devem ser resolvidos internamente”, declarou, evitando dar mais detalhes para não alimentar a polêmica.
A briga teve início em 24 de junho, quando Michelle publicou um vídeo nas redes sociais criticando os enteados e as alianças do PL para apoiar Ciro Gomes ao governo do Ceará, em detrimento de candidatos que ela considera “conservadores de verdade”. Na mesma ocasião, a ex-primeira-dama afirmou ter sido maltratada e humilhada por Flávio Bolsonaro.
O episódio gerou uma ruptura interna no partido, culminando na saída de Michelle da presidência do PL Mulher, a ala feminina da legenda. A crise expôs as tensões familiares e políticas entre os Bolsonaro e o entorno da ex-primeira-dama, em um momento de definição de alianças para as eleições.
Fonte: Metrópoles

























