Na noite desta quinta-feira (28), a Assembleia Legislativa de Santa Catarina sediou o lançamento do livro “Mulheres que Inspiram Mulheres”, de autoria das psicanalistas Sibeli Luz e Sílvia Velho. A publicação compila depoimentos reais de mulheres que enfrentaram desafios, buscaram autoconhecimento e alcançaram superação. “Somos 20 mulheres contando suas histórias de transformação. Assim como a borboleta se metamorfoseia, nós também, de alguma forma, fomos transformadas. Alguns relatos falam de dor, relacionamentos tóxicos e até agressões. O livro é um grito de liberdade, pois todas elas já obtiveram sucesso em suas áreas e não estão mais nesse sofrimento, unindo-se para ajudar outras mulheres a saírem dessa situação”, explicou Sibeli Luz.
“Nosso objetivo é abrir a mente e os olhos das mulheres para que vislumbrem um futuro diferente, muitas vezes difícil de imaginar na realidade em que vivem. Ao lerem estas páginas e conhecerem trajetórias de outras mulheres que venceram obstáculos, elas também podem começar a idealizar essa transformação em suas próprias vidas”, complementou Sílvia Velho.
Entre as histórias relatadas está a da terapeuta Cláudia Cardoso, que enfrentou problemas de autoestima relacionados ao peso corporal e à dificuldade de reconhecer seu próprio valor. Ela conta que, embora soubesse internamente quem realmente era e percebesse que outras pessoas viam qualidades nela, os traumas passados mantiveram essa percepção positiva “escondida”. “Carreguei por mais de três décadas questões com minha autoimagem. Não conseguia me ver como os outros me viam, nem como eu mesma sabia que era. As dores e sofrimentos antigos esconderam isso por muito tempo. Essa foi a maior dor que carreguei. E sei que muitas mulheres se sentem assim e passam por isso. Por isso, compartilhei um pouco da minha história, para que elas se identifiquem e entendam que a superação é possível”, afirma.
Outra participante, a psicóloga Francila Marchiori, acredita que os depoimentos podem inspirar outras mulheres a superar fases difíceis, como ela própria fez após uma perda familiar. “Quando eu ainda era criança, sofri o trauma da morte da minha mãe, o que causou um impacto profundo, com consequências negativas na minha vida profissional e pessoal. Mas, com o autoconhecimento, que é essencial e também faz parte do meu trabalho, consegui superar e hoje estou aqui contando essa história de transformação, que também pode transformar a vida de outras pessoas”, relata. Informações da repórter Maria Helena Saris.
Fonte: Assembleia SC



















