LOTAÇÃO MÁXIMAMaior hospital público de SC lota e pacientes aguardam em fila

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O Hospital Marieta Konder Bornhausen, localizado em Itajaí, atingiu lotação máxima de leitos nesta sexta-feira (29). A unidade, que opera em sistema de portas abertas e atende a 11 municípios, não dispõe mais de vagas. Há 15 pacientes na fila aguardando internação pelo pronto-socorro.

O gerente médico do hospital, Thiago Sonalio Overrath Tomaz, explicou que a superlotação impede que pacientes já admitidos prossigam para etapas seguintes do tratamento. Hoje, a ocupação atinge 100% tanto na UTI quanto nos leitos comuns, com 15 solicitações de internação pelo pronto-socorro e 36 pessoas internadas na emergência aguardando um leito de enfermaria.

As baixas temperaturas contribuíram para o aumento de doenças virais e, consequentemente, das internações. O médico destacou que a queda de temperatura elevou a incidência de problemas respiratórios, como pneumonia, bronquite e doenças pulmonares obstrutivas crônicas, além de agravamento de condições pré-existentes.

O Centro de Informações Estratégicas para a Gestão do SUS de Santa Catarina (Cieges SC) confirmou a taxa de 100% de ocupação no hospital até as 15h de sexta-feira.

O Marieta é o maior hospital público de Santa Catarina, com 590 leitos ativos, dos quais 65 são de UTI. Além de Itajaí, atende pacientes de Balneário Camboriú, Balneário Piçarras, Bombinhas, Camboriú, Ilhota, Itapema, Luis Alves, Navegantes, Penha e Porto Belo.

A instituição conta com mais de 300 especialistas e 1.400 colaboradores. Mais de 90% dos atendimentos são destinados a usuários do SUS. O complexo hospitalar inclui o novo prédio Madre Teresa, com 15 andares e 21,5 mil metros quadrados.

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Em nível estadual, o painel do Cieges SC indica uma taxa de ocupação geral de leitos de UTI adulto no SUS de 92,5%, com 1.329 leitos ocupados e 107 disponíveis. A situação é crítica em praticamente todas as macrorregiões.

Na Grande Oeste, a ocupação é de 100%. No Meio-Oeste, 91%; na Serra Catarinense, 94,1%; no Planalto Norte e Nordeste, 96,9%; no Vale do Itajaí, 87,2%; na Foz do Rio Itajaí, 92,1%; na Grande Florianópolis, 91,2%; e no Sul, 92,1%.

Em nota, a Secretaria de Estado da Saúde (SES) informou que Santa Catarina foi o estado que mais expandiu a rede SUS de leitos de UTI nos últimos anos. Desde 2023, foram abertos mais de 300 leitos de terapia intensiva, entre adultos e infantis, em diversas regiões.

Para este ano, está prevista a abertura de mais 80 leitos de UTI, incluindo 14 no Hospital Celso Ramos, em Florianópolis, e 10 no Hospital de Itapema, nas próximas semanas. A SES destacou que os hospitais estaduais são referência em alta complexidade e operam com ocupação historicamente elevada, acima de 80%, devido à demanda por procedimentos especializados e emergenciais.

Cirurgias eletivas e emergenciais frequentemente exigem internação em UTI no pós-operatório, o que contribui para a alta taxa de ocupação. Na sexta-feira, havia 107 leitos de UTI disponíveis no estado: 52 para adultos, 20 neonatais e 35 pediátricos, com taxa média geral de 92,5%.

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A secretaria reforçou que o sistema de saúde catarinense opera em rede, garantindo assistência a todos. Caso não haja vagas em um hospital, a regulação busca leitos em outras unidades, inicialmente na mesma região e, se necessário, em outras localidades ou na rede privada. Todos os pacientes internados recebem assistência médica.

A SES mantém campanha de vacinação contra a influenza, destacando que a imunização é a principal ferramenta de prevenção. Idosos e crianças são os grupos mais afetados pela Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), reforçando a importância da vacinação e dos cuidados preventivos.

A secretaria segue monitorando os dados de SRAG. Em 2026, já foram confirmados 4,3 mil casos em todo o estado. Além de incentivar a vacinação, a SES expande a rede: recentemente, foi inaugurada a nova UTI pediátrica do Hospital Infantil Joana de Gusmão, em Florianópolis, com ampliação de dois leitos.

Também foram inaugurados 10 leitos de UTI neonatal em Rio Negrinho e quatro leitos de suporte ventilatório no Hospital da Criança, em Chapecó. Essas ações são fundamentais para garantir assistência, especialmente no período sazonal de aumento das doenças respiratórias em crianças.

Fonte: NSC Total

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