O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) divulgou nesta segunda-feira (20/7) que 319.489 eleitores com deficiência visual estão aptos a participar das eleições gerais de 2026. O número representa 0,20% do total de 158,7 milhões de votantes esperados para o pleito.
Esses eleitores poderão exercer o voto graças aos recursos de acessibilidade das urnas eletrônicas, que contam com teclado em braile e saída de áudio para fones de ouvido. A tecnologia permite que pessoas cegas realizem a escolha de seus candidatos de forma autônoma.
O estado de São Paulo lidera em números absolutos, com 53.192 eleitores cegos (0,16% do eleitorado local). Em seguida aparecem Minas Gerais, com 36.937 (0,23%), e Rio de Janeiro, com 22.453 (0,17%).
Em termos percentuais, Tocantins apresenta a maior proporção: 3.854 eleitores cegos, equivalentes a 0,33% do total de votantes do estado. Na sequência vêm Rio Grande do Norte, com 8.026 (0,30%), e Piauí, com 8.223 (0,30%).
O levantamento também inclui eleitores brasileiros residentes no exterior: 1.223 pessoas com deficiência visual estão registradas para votar fora do país (0,13% dos votantes no exterior).
Por regiões, o Nordeste concentra 48.517 eleitores cegos, o Sudeste 111.649, o Sul 30.540, o Centro-Oeste 22.801 e o Norte 29.654. Os dados por unidade da federação mostram variações: Acre (1.504), Alagoas (4.484), Amazonas (6.006), Amapá (1.677), Bahia (18.969), Ceará (19.882), Distrito Federal (4.900), Espírito Santo (7.568), Goiás (8.088), Maranhão (12.525), Mato Grosso do Sul (4.218), Mato Grosso (5.595), Pará (19.628), Paraíba (6.024), Pernambuco (14.748), Paraná (17.854), Rondônia (3.722), Roraima (905), Rio Grande do Sul (15.070), Santa Catarina (9.191), Sergipe (3.023) e Tocantins (3.854).
O processo de informatização das eleições começou em 1996, quando urnas eletrônicas foram usadas em municípios com mais de 200 mil eleitores e em Brusque (SC). Naquele modelo, o teclado numérico já trazia números em braile. Em 2000, com a total informatização, as urnas passaram a oferecer saída de áudio e sensibilidade tátil no teclado.
A urna eletrônica de 2022, modelo mais recente da Justiça Eleitoral, mantém visual semelhante às anteriores, mas incorpora novo design, maior capacidade de processamento, tela sensível ao toque para uso do mesário e aperfeiçoamentos de segurança. Todas as urnas em operação no país seguem os mesmos padrões de acessibilidade.
As eleições de 2026 terão o maior contingente de eleitores com deficiência já registrado. Segundo o TSE, 1.970.165 pessoas com algum tipo de deficiência estão aptas a votar, um crescimento de 42,5% em relação a 2022, quando eram 1.381.348. Para atender a essa demanda, o número de seções eleitorais com acessibilidade saltou de 156.296 para 223.587, um aumento de 43%.
Entre os eleitores com deficiência, o grupo mais numeroso é o classificado como “Outros”, com 994.472 pessoas (45,46% do total). Na sequência vêm deficiência de locomoção (617.996 eleitores, 28,31%), deficiência visual (319.489, 14,61%), deficiência auditiva (182.341, 8,32%) e dificuldade para o exercício do voto (64.851, 2,97%). Cada eleitor pode declarar mais de um tipo de deficiência.
O TSE reforça que a meta é garantir que todos os eleitores, independentemente de suas condições, possam votar com autonomia e segurança. As seções acessíveis e os recursos tecnológicos das urnas são parte desse esforço contínuo da Justiça Eleitoral.
Fonte: Metrópoles


























