SAÚDEMédicos explicam como manter o intestino saudável com alimentos simples

Foto: Gett y Images

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Casos de doenças inflamatórias intestinais avançam no Brasil enquanto o consumo de ultraprocessados cresce. Especialistas apontam que alimentos simples e acessíveis ajudam a proteger o intestino e reduzir inflamações.

As chamadas Doenças Inflamatórias Intestinais (DIIs) incluem, principalmente, a doença de Crohn e a retocolite ulcerativa, condições crônicas que provocam inflamação no trato digestivo.

Segundo o Ministério da Saúde, os quadros podem causar diarreia persistente, presença de sangue ou muco nas fezes, dor abdominal, perda de peso e fraqueza.

Embora a campanha Maio Roxo seja dedicada à conscientização sobre as DIIs, médicos afirmam que a prevenção precisa ser discutida durante todo o ano, principalmente diante das mudanças no padrão alimentar da população.

Para o nutricionista Diego Righi, professor de Nutrição da Afya Centro Universitário Itaperuna, a saúde intestinal está diretamente ligada à regularidade alimentar e ao consumo de fibras.

“A base da saúde intestinal não está em alimentos caros ou da moda, mas em regularidade, variedade de plantas, boa hidratação e menor consumo de ultraprocessados”, afirma Righi.

Segundo o especialista, a tradicional refeição brasileira, também conhecida como PF, continua sendo uma alternativa equilibrada para o corpo. “A combinação arroz, feijão, salada e legumes cozidos segue sendo uma das formas mais simples de cuidar do intestino no dia a dia”, destaca.

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O que colocar no prato para proteger o intestino: feijão e outras leguminosas, ricos em fibras, ajudam no funcionamento intestinal e alimentam bactérias benéficas da microbiota; aveia contribui para o trânsito intestinal e favorece a produção de substâncias anti-inflamatórias pela microbiota; frutas com casca ou bagaço, como banana, mamão e laranja, ajudam no aumento gradual da ingestão de fibras; legumes e verduras favorecem a diversidade da microbiota intestinal e auxiliam no equilíbrio do intestino; mandioca e batata-doce são fontes acessíveis de fibras e carboidratos de digestão mais lenta; linhaça e chia aumentam o consumo diário de fibras e ajudam no funcionamento intestinal; iogurte natural e kefir podem colaborar para o equilíbrio da microbiota em pessoas que toleram lácteos.

Mudanças precisam ser graduais. Apesar dos benefícios das fibras, especialistas alertam que o aumento brusco do consumo pode provocar gases, distensão abdominal e desconforto intestinal, principalmente quando a hidratação é insuficiente.

Por isso, a recomendação é fazer mudanças progressivas. Diego Righi orienta começar com metas simples, como acrescentar uma fruta ao dia, incluir aveia no café da manhã ou aumentar o consumo de feijão nas refeições principais.

A nutricionista Clara Alves Delavy, do Rio de Janeiro, destaca que a inflamação intestinal costuma estar ligada aos hábitos do cotidiano, especialmente ao excesso de ultraprocessados.

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“Na prática, a inflamação intestinal costuma estar bastante ligada à alimentação no dia a dia, especialmente quando há excesso de ultraprocessados, muito açúcar e gorduras de má qualidade, além de pouca ingestão de fibras”, afirma.

Segundo Clara, manter o intestino inflamado por longos períodos pode trazer impactos que vão além da digestão. “Isso acaba desequilibrando a microbiota e aumentando a permeabilidade intestinal, o que favorece ainda mais a inflamação no corpo como um todo”, explica.

Outro erro comum, segundo os especialistas, é retirar alimentos sem orientação profissional. Cortar feijão, frutas, leite ou vegetais por conta própria pode empobrecer a alimentação e prejudicar a diversidade alimentar, principalmente em pessoas com doenças inflamatórias intestinais.

O Ministério da Saúde reforça que as DIIs não têm cura, mas o tratamento adequado ajuda no controle da inflamação e melhora a qualidade de vida dos pacientes.

Na rotina, a constância costuma trazer mais resultado do que mudanças radicais. Alimentação equilibrada, hidratação adequada, atividade física e sono regular continuam entre os principais aliados da saúde intestinal.

Fonte: Metrópoles

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