A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) será candidata ao Senado pelo Distrito Federal nas eleições deste ano. A informação foi confirmada por aliados próximos, e o anúncio oficial deve ocorrer neste domingo, durante a convenção do partido no DF, quando ela aparecerá em público ao lado do enteado Flávio Bolsonaro (PL) pela primeira vez desde o desentendimento entre eles.
Nos bastidores, chegou-se a cogitar que Michelle pudesse desistir da disputa, depois de um atrito com Flávio, que foi escolhido pelo pai, Jair Bolsonaro, para concorrer à Presidência da República. No entanto, a ex-primeira-dama optou por manter sua pré-candidatura, após uma conversa decisiva com o presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, na última sexta-feira.
Segundo apuração da Jovem Pan, Valdemar convenceu Michelle de que sua presença na chapa é estratégica para os planos da direita no país. Ela, que presidiu o PL Mulher, sentia-se preterida pela sigla desde a briga com Flávio, mas acabou convencida da importância de sua participação. Além disso, as amigas e aliadas Damares Alves, senadora pelo Republicanos-DF, e Celina Leão, governadora do Distrito Federal, foram fundamentais para que ela não desistisse e para promover a reconciliação pública com o enteado.
A vitória de Michelle ao Senado é considerada praticamente certa dentro do PL. Ela é vista como uma das principais lideranças da direita, com grande apelo entre bolsonaristas, evangélicos e conservadores moderados. Sua candidatura é encarada como essencial para a manutenção do controle do Congresso na próxima legislatura, e ela já é cotada como possível sucessora política de Jair Bolsonaro, caso Flávio não vença as eleições presidenciais.
A desavença entre Michelle e Flávio começou em junho, quando ela publicou vídeos nas redes sociais afirmando ter sido humilhada por ele. No material, Michelle dizia que Flávio a teria maltratado e afirmado que ela deveria se afastar das decisões partidárias. Em seguida, ela deixou a presidência do PL Mulher.
No vídeo, Michelle mencionava ainda que Flávio a teria “apunhalado” ao defender o deputado André Fernandes (PL-CE), presidente do partido no Ceará. Fernandes havia manifestado apoio ao pré-candidato ao governo do estado, Ciro Gomes (PDT), que, segundo Michelle, teria chamado Flávio e seus irmãos de corruptos e de “ovos de serpentes nazistóides”.
A trégua veio em 23 de julho, quando Michelle publicou um novo vídeo aceitando as desculpas de Flávio. No vídeo, ela afirmou que o propósito em comum em prol do povo supera os desentendimentos e que perdoava o senador. A reconciliação foi intermediada por Celina Leão, que, segundo apurou a reportagem, escreveu o texto da gravação e foi agradecida publicamente no final.
Na convenção deste domingo, também será oficializada a candidatura de Bia Kicis (PL) para uma vaga na Câmara dos Deputados, em uma tentativa de fortalecer a chapa do partido no DF. A presença de Michelle e Kicis é vista como uma aposta do PL para ampliar sua base no Distrito Federal e garantir representatividade no Congresso.
O encontro de Michelle e Flávio na convenção marcará a primeira aparição pública conjunta após o conflito, o que deve ser explorado pela sigla como um símbolo de unidade. A expectativa é de que o discurso das lideranças do partido destaque a importância da aliança para os projetos políticos do grupo.
Com a oficialização da candidatura, Michelle entra em uma disputa que deve atrair atenção nacional, dada sua popularidade e o simbolismo de sua figura no cenário político. O PL aposta nela para consolidar sua força no DF e impulsionar a campanha de Flávio ao Palácio do Planalto.
Fonte: Jovem Pan


























