DISPUTANasser Al-Khelaifi surge como nome forte para enfrentar Infantino na Fifa

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Nos bastidores do futebol europeu, cresce o movimento para lançar um concorrente contra Gianni Infantino na próxima disputa pela presidência da Fifa. A rádio britânica talkSPORT divulgou que federações filiadas à Uefa estão insatisfeitas com a gestão atual e buscam um nome que possa representar uma alternativa viável.

O descontentamento se intensificou após Infantino anunciar, em abril passado durante o Congresso da Fifa, que tentará um terceiro mandato. A relação entre a Uefa e a entidade máxima do futebol está estremecida, impulsionando a procura por um candidato de oposição.

Embora Aleksander Ceferin, presidente da Uefa, seja visto como uma figura de peso para o cargo, o dirigente esloveno optou por concentrar esforços em sua própria reeleição no comando do futebol europeu, deixando claro que não disputará o pleito global.

Diante desse cenário, Nasser Al-Khelaifi, presidente do Paris Saint-Germain e da Associação de Clubes Europeus (ECA), tornou-se o nome preferido de federações como Bélgica e Polônia. O catariano conta com amplo apoio político entre associações europeias, mas ainda não manifestou publicamente interesse em concorrer.

Fontes próximas indicam que Al-Khelaifi precisará ser convencido a entrar na corrida eleitoral. Caso recuse, outras federações já discutem alternativas, como Dariusz Mioduski, proprietário do Legia Varsóvia, que também é cotado para liderar a oposição a Infantino.

Outros nomes mencionados nos bastidores incluem Victor Montagliani, presidente da Concacaf, e Patrice Motsepe, presidente da Confederação Africana de Futebol (CAF). Ambos teriam o perfil necessário para articular uma candidatura forte contra o atual mandatário.

Gianni Infantino foi eleito pela primeira vez em 2016 e, desde então, foi reeleito duas vezes sem qualquer oposição. A mais recente recondução ocorreu em 2023, garantindo-lhe um mandato até 2027. As candidaturas para o ciclo seguinte, que vai de 2027 a 2031, poderão ser registradas até 18 de novembro.

A eleição está agendada para 18 de março de 2027, em Rabat, no Marrocos. Até lá, o jogo político nos bastidores promete ser intenso, com a Europa tentando romper a hegemonia de Infantino na Fifa.

O principal episódio que agravou o desgaste entre Uefa e Fifa ocorreu durante a Copa do Mundo de 2026. O caso envolveu o atacante Folarin Balogun, dos Estados Unidos, quando Infantino atendeu a um telefonema do presidente Donald Trump para reverter a suspensão por cartão vermelho imposta ao jogador.

A punição foi anulada, gerando forte reação da Uefa, que emitiu uma nota oficial acusando a Fifa de ter ultrapassado limites éticos. O incidente aprofundou a crise de confiança e alimentou a articulação por uma candidatura de oposição ao suíço.

Fonte: NSC Total

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