A proposta de alteração do modelo de trabalho conhecido como escala 6×1 voltou a ser discutida com força em Brasília. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente da Câmara, Hugo Motta, se reuniram, a alguns dias, para destravar os principais pontos da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que prevê a redução da jornada semanal de 44 para 40 horas, além de garantir dois dias de descanso por semana e manter os salários dos trabalhadores com carteira assinada.
A negociação ganhou impulso após o encontro entre Lula e Motta, que buscou resolver o período de transição da medida. O texto da PEC enfrenta resistência tanto no Congresso Nacional quanto entre representantes do setor empresarial, que alertam para possíveis impactos econômicos, aumento de custos operacionais e dificuldades para micro e pequenas empresas.
Entre os pontos em discussão, está a possibilidade de convenções coletivas definirem modelos específicos de jornada para diferentes categorias. Também estão previstas exceções para trabalhadores com salários mais elevados, que poderiam manter escalas diferenciadas. A implementação gradual é outro ponto sensível: Lula defende uma redução imediata para 40 horas semanais sem corte salarial, enquanto parlamentares sugerem uma transição que pode durar até três anos.
Hugo Motta tem trabalhado para encontrar um meio-termo que viabilize apoio político e evite forte rejeição no plenário. A expectativa é que o texto avance nas próximas etapas legislativas, mas o debate promete dividir opiniões entre trabalhadores, empresários e parlamentares. As discussões devem se intensificar nos próximos dias.
Fonte: Danúzio News























