O Conselho de Segurança das Nações Unidas marcará uma reunião urgente para a próxima segunda-feira, 1º de junho, após o Exército de Israel expandir sua ofensiva terrestre no Líbano e tomar o controle da Fortaleza de Beaufort. O encontro extraordinário está previsto para ocorrer por volta das 16h, horário de Brasília, logo após o colegiado tratar de um incidente envolvendo um drone russo que atingiu um edifício residencial na Romênia.
A solicitação para a reunião partiu da França, um dos cinco integrantes permanentes do Conselho, ao lado de Estados Unidos, Rússia, China e Reino Unido. O presidente francês, Emmanuel Macron, declarou no domingo, 31 de maio, em sua conta no X, que “nada justifica a escalada mais ampla que Israel está promovendo no Líbano”.
Macron enfatizou que “a estabilidade regional deve começar pelo Líbano, onde é urgente que todas as armas se calem, para sempre. Nada justifica o aumento das ações no sul libanês. A França continuará apoiando as autoridades libanesas em seus esforços para restaurar a soberania do Estado e a integridade territorial do país”. As declarações foram feitas após reuniões com líderes dos Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita e Omã.
Informações de fontes diplomáticas confirmaram os detalhes à agência RFI e a outros veículos internacionais. A Fortaleza de Beaufort, situada no sul do Líbano, fica a aproximadamente 14 quilômetros da fronteira com Israel. O local é considerado crucial para a proteção dos assentamentos da Galileia, no norte israelense, e serve como porta de entrada para avanços em direção à região de Nabatieh.
Embora um cessar-fogo esteja teoricamente em vigor, a invasão israelense no Líbano prossegue. As Forças de Defesa de Israel afirmam que miram exclusivamente alvos do Hezbollah, mas os ataques têm atingido civis e infraestruturas, incluindo uma família de brasileiros. Desde o início do conflito, em 2 de março, mais de 3.371 pessoas morreram e mais de um milhão foram deslocadas, conforme autoridades libanesas.
O Hezbollah também realizou ataques contra soldados israelenses, elevando para 25 o número de israelenses mortos no território libanês. A comunidade internacional acompanha com preocupação o agravamento da situação.
Fonte: Metrópoles






















