ESTAMOS EMPOBRECENDOPesquisa revela que 53% dos trabalhadores terminam o mês sem saldo positivo

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Um estudo divulgado nesta terça-feira pela Serasa Experian aponta que 53% dos profissionais brasileiros encerram o mês sem recursos para quitar a totalidade de seus compromissos financeiros. O percentual é praticamente o mesmo registrado no levantamento anterior, quando 54% dos consultados enfrentavam situação idêntica.

Entre os que não conseguem equilibrar as contas, 47% recorrem a alguma estratégia extra para honrar os pagamentos, enquanto 6% afirmam terminar o período sem qualquer margem e sem meios alternativos de complementar a renda. A amostra incluiu 1.008 trabalhadores de organizações dos setores público e privado.

No quesito despesas prioritárias, a alimentação lidera as citações, aparecendo em 78% das respostas daqueles que fecham o mês no vermelho. Em seguida, vêm os gastos com água, luz e gás, mencionados por 72% dos participantes. Cada pessoa podia selecionar até três categorias de gastos.

Outros itens relevantes incluem financiamentos de imóveis e veículos (44%), compras de roupas, utilidades e outros artigos (43%), empréstimos (33%) e despesas com educação (22%). O quadro reforça que os custos essenciais exercem forte pressão sobre o orçamento daqueles que enfrentam dificuldades para fechar as contas no fim do mês.

Os impactos das dificuldades financeiras também se manifestam na saúde e no bem-estar. Entre os que passaram por aperto nos últimos cinco anos, 44% relataram sintomas como irritabilidade e insônia. Também foram citadas mudanças de peso, dores no corpo, depressão e tendência ao isolamento social.

No ambiente profissional, 51% dos entrevistados admitiram conviver com estresse, e 46% disseram sentir esgotamento físico ou exaustão extrema. Redução da capacidade de concentração foi apontada por 35%, enquanto 33% notaram queda em seu desempenho produtivo.

O levantamento foi conduzido on-line entre 12 e 30 de junho, com profissionais contratados sob o regime CLT e também aqueles que atuam como pessoa jurídica. A margem de erro é de 3,1 pontos percentuais. Os resultados indicam que o cenário permanece praticamente inalterado em comparação ao ano passado.

Fonte: Diário do Brasil Notícias

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