A Procuradoria-Geral da República (PGR) manifestou-se contra o pedido de revisão da condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro, apresentado ao Supremo Tribunal Federal (STF). Em parecer enviado nesta terça-feira (16), o órgão argumenta que não há novas provas ou fundamentos que justifiquem a reabertura do caso.
O documento, assinado pelo procurador-geral da República, Paulo Gonet, afirma que Bolsonaro teve papel central na articulação de atos contrários à democracia. Segundo a PGR, as evidências coletadas durante as investigações demonstram que o ex-presidente coordenou e incentivou ações golpistas, utilizando sua influência sobre manifestantes e estruturas estatais para fins ilegais.
No parecer, Gonet destaca que a defesa de Bolsonaro não apresentou argumentos inéditos capazes de invalidar a sentença definitiva. “As teses suscitadas não trouxeram nenhum ineditismo a legitimar a desconstrução do pronunciamento jurisdicional”, escreveu o procurador.
O pedido de revisão criminal foi analisado pelo ministro Nunes Marques, que, em 27 de maio, concedeu 20 dias para a PGR se pronunciar. Agora, cabe ao STF decidir se acata ou não o recurso contra a condenação de 27 anos e três meses de prisão imposta a Bolsonaro no inquérito sobre a trama golpista.
Fonte: Jovem Pan






















