As lideranças do Progressistas de Santa Catarina manifestaram, nesta sexta-feira (31), durante a convenção estadual da legenda, apoio à indicação da senadora Tereza Cristina para compor a chapa presidencial encabeçada por Flávio Bolsonaro. A posição foi assumida publicamente mesmo com a decisão da direção nacional do partido de manter neutralidade na disputa presidencial.
Em conversa exclusiva com o ND Mais, integrantes de diferentes alas do PP catarinense defenderam o nome da parlamentar como um dos mais relevantes da sigla e destacaram que ela poderia contribuir de forma significativa para um eventual governo.
O senador Esperidião Amin foi um dos principais entusiastas da ideia. Para ele, a ex-ministra reúne atributos como credibilidade, domínio técnico e habilidade para o diálogo. “Tereza Cristina seria a melhor contribuição que qualquer um e todos poderiam dar para ajudar o Brasil. Ela significa credibilidade, respeito ao povo brasileiro e capacidade de argumentar e justificar o porquê das coisas”, afirmou o parlamentar.
Amin ainda relembrou um episódio ocorrido quando Tereza Cristina comandava o Ministério da Agricultura, em uma reunião com o então presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Na ocasião, a senadora teria demonstrado sua aptidão para negociações de alto nível. “Ela é competente porque conhece, sabe do que se trata e tem uma conduta moral inabalável”, completou o candidato à reeleição.
Ângela Amin, presidente estadual do PP, também enalteceu a senadora. “Ela é um quadro maravilhoso do nosso partido. Eu a respeito muito, gosto muito dela. Tenho certeza de que pode, sem dúvida, ajudar o Brasil”, declarou a dirigente.
Além das lideranças partidárias, outros políticos catarinenses também se pronunciaram. O deputado estadual Pepê Collaço afirmou que Tereza Cristina simboliza a trajetória do Progressistas e da direita no país. “Ela traz toda a história que o Partido Progressista tem. Tem o meu apoio e estou torcendo para que essa chapa dê certo”, disse.
O deputado estadual José Milton Scheffer, que terá sua candidatura a deputado federal oficializada na convenção, manifestou esperança de que ainda haja espaço para a senadora na composição presidencial. “Não só apoio, como torço. Ela é uma excelente senadora e será um grande reforço na chapa do Flávio Bolsonaro”, pontuou.
Indagado sobre as diferenças entre o cenário político nacional e as alianças estabelecidas em Santa Catarina, Scheffer tratou de minimizar possíveis atritos internos. Ele atribuiu o quadro à demora das executivas nacionais dos partidos em tomar decisões. “Todos os partidos acabaram enfrentando dificuldades. Precisamos ter maturidade para entender esse cenário e seguir em frente. Os diretórios nacionais atrasaram demais os desfechos, e os estados tiveram que se organizar da maneira como foi possível”, avaliou.
A convenção estadual do Progressistas também serviu para oficializar a participação da sigla em uma aliança com PSD, MDB e União Brasil, além de confirmar a candidatura de Esperidião Amin ao Senado. A chapa majoritária no estado, no entanto, não deve seguir, necessariamente, o mesmo alinhamento da disputa nacional, conforme mostraram as declarações das lideranças locais.
A defesa do nome de Tereza Cristina no evento reforça a força política da ex-ministra dentro da legenda, especialmente em Santa Catarina, onde ela é vista como um ativo importante para o projeto presidencial de Flávio Bolsonaro. Apesar do entusiasmo local, a palavra final caberá à executiva nacional, que ainda não sinalizou mudança na posição de neutralidade.
A expectativa, segundo aliados, é que a senadora possa agregar experiência e diálogo com setores do agronegócio e do centro político, ampliando o potencial de crescimento da chapa.
O desfecho da definição, contudo, permanece em aberto, e as articulações seguem nos bastidores, envolvendo tanto a cúpula do partido quanto os presidenciáveis.
Fonte: ND+


























