RECORDEPraia de Cima em SC registra 93 mil tainhas em maio e iguala safra de 2025

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A safra da tainha de 2026 já se destaca na Praia de Cima, localizada na Pinheira, em Palhoça. Em maio, o número de peixes capturados praticamente igualou todo o volume registrado durante a temporada de 2025. Segundo o grupo Informações da Pesca (IDP), de Florianópolis, foram pescadas cerca de 92.986 tainhas no mês.

O resultado surpreendeu até mesmo os pescadores mais experientes do litoral catarinense. A expectativa inicial era de uma boa safra, mas a quantidade de cardumes que chegou às praias superou o previsto.

Marcelo Alcioni, do IDP, afirmou que a Praia de Cima já atingiu números equivalentes aos registrados durante maio e junho inteiros do ano passado, mesmo no início da temporada. Ele destacou que a quantidade de tainhas ainda é grande e que muitos cardumes estão subindo do Rio Grande do Sul para Santa Catarina.

Vídeos que circularam nas redes sociais no início de maio mostram uma quantidade impressionante de tainhas capturadas na Praia de Cima no dia 12. Foram aproximadamente 13,7 mil peixes, conforme Marcelo.

As condições climáticas têm sido determinantes para o fenômeno, segundo Marcelo. O vento sul mais fraco e as temperaturas baixas favorecem a permanência dos peixes na costa catarinense por mais tempo. Ele explicou que, sem vento sul forte, as tainhas viajam lentamente e entram nas praias, ao contrário de anos anteriores, quando passavam rapidamente em direção ao Paraná e São Paulo.

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A expectativa dos pescadores é de que novos grandes lanços ocorram nos próximos dias. Marcelo projeta que o auge da safra pode acontecer no próximo fim de semana ou no meio da semana seguinte, se as condições climáticas continuarem favoráveis.

A abundância de tainha tem movimentado não apenas os ranchos de pesca artesanal, mas também atraído moradores e turistas para acompanhar os tradicionais cercos nas praias catarinenses, um dos símbolos culturais mais fortes do litoral do estado.

Em comparação com a safra de 2025, a temporada atual já mostra resultados expressivos. Naquele ano, pescadores capturaram peixes em Florianópolis e Palhoça, com lanços na Praia de Cima e no Pântano do Sul, onde os pescadores realizavam a divisão dos peixes.

A cota da safra de tainha para 2026 terá um aumento de cerca de 20% em relação ao ano passado, para todas as modalidades. O limite total de captura da espécie tainha (Mugil liza) é de 8.168 toneladas, calculado com base na avaliação de estoque mais recente, feita em 2025.

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O tradicional arrasto de praia, modalidade exclusiva de Santa Catarina, poderá capturar até 1.332 toneladas. Já o emalhe anilhado, também restrito ao litoral catarinense, terá limite de 1.094 toneladas neste ano.

As cotas por modalidade foram definidas: arrasto de praia: 1.332 toneladas; emalhe anilhado: 1.094 toneladas, sendo que cada embarcação pode capturar até 15 toneladas, com tolerância extra de até 20%; emalhe costeiro de superfície: 2.070 toneladas; cerco/traineira: 720 toneladas; e captura no estuário da Lagoa dos Patos: 2.760 toneladas.

O monitoramento da pesca da tainha em Santa Catarina será realizado através do sistema PesqBrasil. Mapas de bordo, mapas de produção, declarações de entrada e de ova, além do rastreamento por satélite das embarcações, devem ser enviados pela plataforma. A portaria prevê a implantação de rastreador experimental obrigatório para a modalidade de emalhe anilhado.

Durante a safra, um Painel de Monitoramento da Temporada de Pesca da Tainha é atualizado regularmente, garantindo maior transparência no acompanhamento das cotas de captura por modalidade.

Fonte: NSC Total

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