TÁ CARO?Quanto custa um fim de semana na Serra catarinense no inverno

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Uma escapada de três dias para a Serra catarinense durante o inverno pode demandar um orçamento que varia de R$ 1.100 a R$ 6.250, dependendo das escolhas de hospedagem, alimentação e lazer. A estimativa foi feita pelo ND Mais, que simulou os gastos para uma viagem de duas noites em julho, época de alta demanda na região.

O levantamento considerou três perfis distintos de viajantes: um casal que busca economia, uma família com duas crianças e um casal que prefere experiências premium. Para cada um, foram calculados os custos médios com estadia, refeições, passeios, combustível e eventuais extras.

Antes de qualquer reserva, é importante lembrar que a Serra catarinense exige carro, pois o transporte público é escasso e as atrações ficam espalhadas por cidades como Urubici, São Joaquim, Bom Jardim da Serra e Lages. Quem sai de Florianópolis deve considerar uma distância de 300 a 400 quilômetros, dependendo do destino.

Viajantes econômicos podem montar um roteiro com foco em atrações gratuitas e hospedagens simples. Nesse caso, a diária de uma pousada básica em Lages ou Bom Jardim da Serra custa a partir de R$ 210 para um casal, com café da manhã incluído. As refeições em restaurantes populares, com pratos típicos da região, ficam entre R$ 40 e R$ 60 por pessoa.

Os passeios gratuitos incluem o Morro da Igreja, que exige agendamento no ICMBio, e os mirantes da Serra do Rio do Rastro. Já o Cânion da Ronda cobra entrada de R$ 30 por pessoa, e o Observatório de Trutas em Urupema é gratuito. Com isso, o total com passeios fica entre R$ 60 e R$ 100 para o casal.

O gasto com combustível e pedágio, saindo de Florianópolis e circulando pelas cidades da Serra, é estimado em R$ 300 a R$ 400. Somando tudo, esse perfil desembolsa entre R$ 1.100 e R$ 1.480 para três dias de viagem.

Para famílias com crianças, a hospedagem em hotéis-fazenda ou pousadas com estrutura de lazer e aquecimento eleva o custo. Opções como o Boqueirão Hotel-fazenda, em Lages, têm diárias que, para duas noites, somam de R$ 900 a R$ 1.400. O café da manhã costuma estar incluso.

As refeições em restaurantes familiares, com gastronomia serrana, fondue ou cordeiro, ficam por conta do viajante. Os passeios incluem a Cascata do Avencal, com entrada de R$ 50 por adulto, e o Canyon das Laranjeiras, também com R$ 50 por pessoa. Passeios a cavalo em fazendas custam de R$ 60 a R$ 100 por pessoa, elevando o total com passeios para até R$ 600.

Combustível e pedágio para esse perfil ficam em torno de R$ 350 a R$ 450. Extras como lembranças, mel de bracatinga, vinho de altitude e pinhão podem acrescentar de R$ 150 a R$ 300 ao orçamento. No fim, uma família de quatro pessoas gasta entre R$ 2.400 e R$ 3.650.

Para quem busca uma experiência sofisticada, a hospedagem em cabanas premium com lareira, hidromassagem e vista para os cânions ou para a geada custa de R$ 600 a R$ 1.200 por noite para o casal. Cidades como Bom Jardim da Serra, Urubici e São Joaquim oferecem esse tipo de acomodação.

A alimentação nesse segmento envolve jantares em restaurantes renomados, com fondue de queijo serrano, cordeiro e degustações harmonizadas com vinhos de altitude. O gasto com quatro refeições estimado é de R$ 800 a R$ 1.400.

As experiências premium incluem passeio de 4×4 no Canyon das Laranjeiras (R$ 200 por pessoa), degustação em vinícola (R$ 80 a R$ 150 por pessoa), tirolesa na Cascata do Avencal (R$ 150 por pessoa) e enoturismo com bicicleta em vinícola (R$ 120 por pessoa). No total, os passeios podem custar de R$ 900 a R$ 1.400.

Combustível e pedágio para esse perfil são estimados em R$ 350 a R$ 450, e os extras, como vinhos e produtos gourmet, podem chegar a R$ 600. O custo total para o casal premium varia de R$ 3.550 a R$ 6.250.

Os valores são estimativas baseadas nos preços praticados durante o inverno de 2026, mas podem mudar conforme a época da reserva, a disponibilidade e os estabelecimentos escolhidos. Quem planeja com antecedência tem mais chances de economizar, especialmente em julho, quando a procura por hospedagem na Serra catarinense atinge o pico.

Fonte: ND+

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