FRACASSO COMUNISTARaúl Castro aprova pacote de reformas para enfrentar crise em Cuba

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O ex-presidente cubano Raúl Castro, de 95 anos, deu seu aval nesta quarta-feira a um conjunto de reformas econômicas discutido por lideranças do Partido Comunista Cubano (PCC) em Havana. Apesar de não ocupar cargos oficiais, ele continua sendo uma influência central no regime. A Presidência informou, via redes sociais, que Castro participou da reunião por videoconferência.

Em carta apresentada durante o encontro, o ex-líder afirmou que transformar a economia é o que mais beneficia a Revolução atualmente. O comitê central do PCC avaliou cerca de vinte propostas em uma sessão plenária extraordinária, focadas em ampliar setores para investimento privado, atrair capital de cubanos que vivem no exterior e reduzir a presença estatal.

As medidas ocorrem em meio a um embargo de petróleo imposto pelos Estados Unidos desde janeiro, que agravou a crise na ilha. O presidente cubano, Miguel Díaz-Canel, já havia apresentado as reformas anteriormente, e elas podem ser aprovadas pela Assembleia Nacional nesta quinta-feira, menos de uma semana após o anúncio.

O primeiro-ministro Manuel Marrero destacou que, embora as reformas reconheçam mecanismos de mercado para alocar recursos de forma eficiente, não abandonam a responsabilidade social do Estado. A declaração foi publicada pelo governo no X.

Ainda assim, permanece a dúvida se as mudanças serão suficientes para agradar o presidente americano Donald Trump, que já sinalizou desejo de transformações e chegou a sugerir que os EUA poderiam assumir o controle de Cuba, situada a aproximadamente 150 quilômetros da Flórida.

Depois de anos minimizando a gravidade da crise, o governo cubano parece agora pressionado a agir diante da deterioração econômica, da pressão social e do crescente isolamento internacional, que reduzem sua margem de manobra.

O embargo de petróleo imposto por Trump levou a economia, já frágil, ao limite do colapso. A população enfrenta apagões que já duram mais de 30 horas, além de escassez de alimentos, combustível, água potável e medicamentos.

As empresas privadas, autorizadas em 2021 e com permissão para empregar até 100 pessoas, tornaram-se um componente cada vez mais vital da economia. Díaz-Canel indicou que os cubanos — tanto na ilha quanto no exterior — terão as mesmas condições que investidores estrangeiros, muitos dos quais se retiraram recentemente devido às sanções americanas. Ele também anunciou planos para enxugar o Estado, reduzindo o número de ministérios e funcionários públicos.

Fonte: O GLOBO

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