A Rede Feminina de Combate ao Câncer de Florianópolis celebrou 40 anos de atuação com uma sessão especial na Assembleia Legislativa de Santa Catarina (Alesc), realizada na noite desta segunda-feira (26). A solenidade, proposta pelo presidente da Casa, deputado Julio Garcia (PSD), e aprovada por unanimidade, reconheceu a trajetória da instituição e prestou homenagens a 26 pessoas e à própria entidade, totalizando 27 distinções.
Fundada em maio de 1986, a Rede nasceu do acolhimento e se consolidou como referência no apoio a mulheres que enfrentam o câncer. Quatro décadas depois, mantém viva a essência de oferecer companhia, cuidado e suporte às pacientes, transformando empatia em ação por meio do trabalho de voluntárias.
A cerimônia, conduzida pelo deputado Mário Motta (PSD) em representação ao presidente Julio Garcia, reuniu convidados, familiares, amigos e simpatizantes da causa. O plenário ficou tomado por mulheres vestidas de rosa, simbolizando o “exército do bem” que sustenta a instituição.
Durante a homenagem, Mário Motta enalteceu a importância da Rede ao longo de quatro décadas, destacando seu papel fundamental na prevenção e no enfrentamento do câncer, especialmente os de mama e de colo do útero. Segundo o parlamentar, a entidade antecipa desafios relacionados à saúde feminina e inspirou ações que ultrapassam as fronteiras de Santa Catarina. “Tenho certeza de que esta homenagem é mais do que merecida à nossa Rede Feminina de Combate ao Câncer pela passagem dos seus 40 anos”, afirmou Motta, ressaltando que o trabalho alia o acolhimento da alma e do corpo.
Com atendimento inteiramente gratuito, a Rede realiza exames preventivos, avaliações clínicas, palestras e ações de conscientização, com foco na detecção precoce dos cânceres de mama e do colo do útero. A instituição conta com 75 voluntárias e o apoio de profissionais da saúde, ampliando o acesso à prevenção e fortalecendo o acolhimento às mulheres. Reconhecida como entidade de utilidade pública municipal e estadual, integra uma articulação que reúne 89 redes femininas em Santa Catarina.
A primeira homenagem foi destinada à própria Rede, representada pela presidente Maria Helena Agacy, que também recebeu reconhecimento individual por sua dedicação e liderança. Emocionada, ela definiu o momento como único e histórico. “Estamos muito felizes com essa celebração”, declarou. Maria Helena descreve o trabalho da instituição como uma missão de amor, acolhimento e dedicação às mulheres, destacando a importância do voluntariado e do atendimento integral às pacientes, desde a prevenção até o suporte durante o enfrentamento da doença.
“Ser voluntária da Rede Feminina é um trabalho de mulheres que ajudam mulheres por um propósito maior, que é a dedicação, o acolhimento e o amor. Eu, particularmente, não saberia viver sem isso, porque é muito gratificante. Esse trabalho só tem esse valor porque é feito com amor e carinho. Nenhum dinheiro paga”, afirmou a presidente.
Atualmente, a instituição atende cerca de 400 mulheres por mês, com o suporte de 75 voluntárias, cinco médicos e três psicólogos voluntários, além de acompanhamento nutricional. A proposta é oferecer um acolhimento que considere as diferentes necessidades das pacientes. “Entendemos que o câncer é uma doença multifacetada. Por isso, essa mulher precisa ser acolhida de todas as formas. Trabalhamos com a prevenção e orientamos sobre a importância de cuidar da saúde, com alimentação adequada, atividade física e uma boa noite de sono. Tudo isso contribui para uma vida mais saudável”, explicou Maria Helena.
Para a presidente, a homenagem na Alesc representa o reconhecimento de uma trajetória construída diariamente, com dedicação e desafios. O atendimento ocorre de segunda a sexta-feira, período em que as voluntárias compartilham tanto os momentos de esperança quanto a dor das pacientes. “Na nossa casa, é uma luta todos os dias. Convivemos com o amor, mas também com a dor, quando não conseguimos salvar uma vida ou quando uma mulher chega um pouco tarde para o diagnóstico e já não podemos ajudá-la como gostaríamos. Nossa vida é feita de desafios. Por isso, receber essa homenagem é muito gratificante. É também o reconhecimento de que vale a pena”, concluiu.
Fonte: Assembleia SC
























