EDUCAÇÃOSimulado do Integra treina escolas de Araranguá para ameaças

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A segurança dos alunos segue como prioridade nas ações da Assembleia Legislativa de Santa Catarina. Por meio do programa Integra, simulações e capacitações estão sendo promovidas em instituições de ensino catarinenses para preparar gestores, professores e profissionais da rede de proteção. Nesta semana, Araranguá sediou os treinamentos, realizados na manhã da última terça-feira (26), como parte da programação da Alesc Itinerante.

A Escola de Educação Básica João Mathias foi o local escolhido para a atividade prática do protocolo FEL — fugir, esconder-se e lutar —, estratégia usada pela Polícia Militar para lidar com situações extremas de invasão em ambiente escolar. A simulação fez parte do Seminário Macrorregional sobre Segurança nas Escolas, organizado pelo Comitê Integrado para Cidadania e Paz nas Escolas (Integra), iniciativa liderada pela Alesc.

Mais do que ensinar técnicas de reação, a proposta busca consolidar uma cultura de prevenção e capacitar quem atua na linha de frente: docentes, diretores, forças de segurança e toda a rede de proteção escolar. O deputado Rodrigo Fachini (Podemos) ressaltou que a formação amplia a capacidade de resposta das equipes escolares diante de possíveis riscos.

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“Em Araranguá ocorre algo muito especial, um momento de grande relevância. Afinal, por meio do Integra, promove-se uma formação para todos os agentes escolares — professor, diretor, orientador, aquele que está em sala de aula, que convive com nossos alunos. Além da prevenção, que é fundamental, é essencial que quem está em sala de aula esteja preparado para um eventual incidente. Deus permita que não aconteça, mas é preciso estar preparado. E o que ocorre hoje aqui em Araranguá é exatamente isso: uma capacitação para que professores, diretores e orientadores estejam aptos a lidar com uma eventualidade como essa”, afirmou.

O coordenador de Polícia Comunitária, major PM Leonardo Baccin, detalhou que o treinamento combina orientações práticas de reação com noções básicas de primeiros socorros em caso de ataque. “O protocolo FEL significa fugir, esconder-se e lutar. Fugir, por exemplo, na direção oposta ao agressor. Esconder-se, colocando um armário atrás da porta da sala de aula. E lutar utilizando, por exemplo, cadeiras disponíveis nas salas. Também trabalhamos noções de primeiros socorros, pois é um tipo de ação muito importante nesse tipo de ataque.”

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Para os profissionais da educação que participaram da experiência, o treinamento trouxe mais segurança e clareza sobre como agir em emergências. “A gente teve uma boa noção, apesar de na prática ser complicado, mas agora já sabemos o que fazer e como agir no momento. Éramos bem leigos nesse assunto. Valeu muito a pena”, relatou Suzana Burim, coordenadora de um centro infantil da região. Ela também destacou o impacto prático da atividade. “A gente ouve falar muito, mas vivenciar o treinamento, experimentar aquilo, é bem diferente. Prepara melhor. Hoje me sinto mais segura e mais preparada para agir e proteger as crianças.”

Fonte: Assembleia SC

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