A diferença salarial entre os técnicos das seleções francesa e brasileira é abissal. Zinedine Zidane, anunciado como novo comandante da França, receberá 300 mil euros fixos por mês, o equivalente a cerca de 1,75 milhão de reais. Já Carlo Ancelotti, no Brasil, embolsa aproximadamente 6 milhões de reais mensais.
A informação foi divulgada pela rádio francesa RMC nesta quarta-feira. O contrato de Zidane, no entanto, prevê bonificações por metas. Caso os objetivos estipulados pela Federação Francesa de Futebol sejam cumpridos, o salário pode chegar a 450 mil euros por mês — cerca de 2,63 milhões de reais.
Mesmo com os adicionais, o valor fica muito distante do recebido por Ancelotti. O italiano ganha cerca de 10 milhões de euros por temporada, o que dá uma média de 6 milhões de reais mensais. Em reais anuais, a diferença supera os 34 milhões.
Ancelotti é o técnico de seleções mais bem pago do mundo. A lista dos maiores salários anuais inclui também Jurgen Klopp (Alemanha), com 7 milhões de euros; Thomas Tuchel (Inglaterra), com 5,9 milhões; Jorge Jesus (Portugal), com 4,5 milhões; e Fabio Cannavaro (Uzbequistão), com 4 milhões. Zidane aparece na sexta posição, com 3,6 milhões de euros por ano.
O contrato de Zidane com a França vai até a Copa do Mundo de 2030. Ele substitui Didier Deschamps, que esteve no cargo desde 2012 e conquistou o título mundial em 2018, além do vice em 2022. Agora, o ex-jogador iniciará um novo ciclo visando o Mundial daqui a seis anos.
Antes da oficialização, o salário de Zidane gerou debate por causa de uma nova lei francesa. A legislação impõe um teto de 450 mil euros por ano para remunerações de dirigentes e funcionários de federações esportivas. Como Zidane receberá 300 mil euros por mês, o valor anual supera em muito o limite legal.
Segundo o jornal L’Équipe, porém, o contrato foi assinado antes da promulgação da lei. Assim, a Federação Francesa não precisará pedir autorização especial ao governo para pagar o valor acordado. A norma só se aplica a novos contratos firmados após sua entrada em vigor.
Zidane terá sua primeira experiência como técnico de seleção. Sua carreira como treinador foi curta, mas vitoriosa, no Real Madrid. Em três anos, de 2016 a 2018, ele conquistou três títulos consecutivos da Liga dos Campeões. Agora, terá o desafio de comandar a própria pátria.
O ex-meia também foi jogador de destaque, tendo vencido a Copa do Mundo de 1998 e a Eurocopa de 2000 com a França. Sua imagem é fortemente ligada ao sucesso do futebol francês. A expectativa é que ele traga sua experiência e liderança para o banco de reservas.
A diferença salarial entre Zidane e Ancelotti reflete também o poder financeiro das federações. A CBF, patrocinada por grandes empresas, pode pagar um dos maiores salários do mundo. Já a FFF, embora rica, tem limitações orçamentárias e legais.
Com a chegada de Zidane, a França espera manter o alto nível competitivo. O time foi finalista nas duas últimas Copas do Mundo e busca o hexacampeonato. O novo técnico terá à disposição uma geração talentosa, incluindo Mbappé, Griezmann e outros.
Fonte: ND+


























