AGRONEGÓCIOCadeia de Soja e Biodiesel Expande 11,7% no PIB 2025; Renda Real Recua

A cadeia da soja e do biodiesel cresceu 11,72% no PIB brasileiro em 2025, impulsionada por produção e processamento. Contudo, a renda real do setor recuou pelo quarto ano consecutivo, impactada por preços e custos.

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A cadeia brasileira da soja e do biodiesel registrou um crescimento robusto de 11,72% em seu Produto Interno Bruto (PIB) em 2025, superando a média da economia nacional. Segundo dados divulgados pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) e pela Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove), o setor alcançou R$ 691,9 bilhões, representando 21,6% do PIB do agronegócio e 5,4% do PIB total do Brasil.

Apesar do avanço expressivo em volume de produção, processamento industrial e geração de empregos, a rentabilidade real do setor sofreu uma queda pelo quarto ano consecutivo. A economista Nicole Rennó, responsável pela análise, explicou que a combinação de preços mais baixos para a soja e o farelo com custos mais elevados de fertilizantes e defensivos levou à redução da renda, mesmo com o patamar atual ainda 70% superior ao recorde pré-pandemia de 2018.

Um dos fatores destacados foi o impacto positivo da industrialização da soja. A pesquisa revela que a soja processada gera 4,09 vezes mais PIB do que o grão exportado sem transformação industrial. Esse efeito decorre da ativação de uma cadeia de maior valor agregado, envolvendo indústria, transporte, armazenagem e serviços, o que amplia a geração de riqueza no país.

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No mercado de trabalho, a cadeia da soja e do biodiesel expandiu o número de empregos em 5,52%, passando de 2,26 milhões em 2024 para 2,38 milhões em 2025. O crescimento foi impulsionado principalmente pelo segmento de agrosserviços. Em contrapartida, o emprego direto na produção agrícola e na agroindústria recuou, refletindo o avanço da produtividade e modernização tecnológica. O setor hoje responde por 10,2% dos empregos do agronegócio e 2,34% do total de ocupados no Brasil.

As exportações também bateram recorde em volume em 2025, impulsionadas pela supersafra. Contudo, a receita gerada diminuiu devido à queda nos preços médios da soja e do farelo no mercado internacional, apesar da valorização do óleo. A maior disponibilidade para embarque não foi suficiente para compensar a desvalorização dos principais produtos exportados.

Fonte: CNN Brasil

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