MERCADO FINANCEIRODólar estável abaixo de R$ 4,90 com tensão no Oriente Médio e Focus revisando inflação; Ibovespa sobe

Dólar opera estável a R$ 4,8887, Ibovespa sobe 0,06% com fluxo estrangeiro e expectativa de juros altos; Oriente Médio gera cautela.

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O mercado financeiro iniciou a semana sob forte atenção ao cenário geopolítico internacional e aos desdobramentos econômicos no Brasil. O dólar comercial opera próximo da estabilidade frente ao real, enquanto o Ibovespa mantém leve alta, sustentado pelo fluxo de capital estrangeiro, expectativa de juros elevados e revisão das projeções econômicas do Banco Central.

Por volta das 10h47, o dólar caía 0,11%, cotado a R$ 4,8887. Na B3, o contrato futuro para junho avançava 0,10%, a R$ 4,9200. Na sexta-feira, a moeda fechou em baixa de 0,59%, a R$ 4,8942, acumulando desvalorização de 1,16% na semana. Em 2026, o dólar recua mais de 10% frente ao real, impulsionado pelo diferencial de juros e pela entrada de recursos externos.

O Ibovespa operava em alta de 0,06%, aos 184.211 pontos, após fechar a sessão anterior com valorização de 0,49%, aos 184.108 pontos. O índice ainda acumula queda semanal e mensal de 1,71%, mas sobe mais de 14% no ano.

Tensão no Oriente Médio

A escalada das tensões no Oriente Médio segue no radar dos investidores. O Irã apresentou uma proposta para encerrar os conflitos regionais, incluindo exigências como compensações por danos de guerra e garantias de soberania no Estreito de Ormuz. Os Estados Unidos rejeitaram os termos, classificados pelo presidente Donald Trump como “totalmente inaceitáveis”. O movimento elevou a volatilidade no mercado de petróleo, já que o Estreito de Ormuz é uma das principais rotas globais da commodity.

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Focus revisa projeções

No cenário doméstico, o Relatório Focus mostrou redução na mediana da projeção do dólar para o fim do ano, de R$ 5,25 para R$ 5,20. Para a Selic, a previsão se manteve em 13% para 2026, enquanto para 2027 subiu de 11% para 11,25%, refletindo pressões inflacionárias globais. O elevado diferencial de juros entre Brasil e Estados Unidos continua a atrair investidores estrangeiros.

O Banco Central realiza leilão de até 50 mil contratos de swap cambial para rolagem do vencimento de 1º de junho, garantindo liquidez ao mercado cambial.

Para o agronegócio, o dólar abaixo de R$ 4,90 reduz parcialmente a competitividade das exportações, mas alivia custos de insumos importados, como fertilizantes e defensivos agrícolas.

Fonte: Portal do Agronegócio

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