ECONOMIAArrecadação Federal Bate Recorde em Abril, Superando R$ 278 Bilhões com Alta de 8,98%

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A arrecadação das receitas federais do Brasil atingiu um marco histórico em abril de 2024, totalizando R$ 278,823 bilhões. Este valor representa um recorde para o mês na série histórica da Receita Federal e um crescimento real de 8,98% em comparação com o mesmo período do ano anterior, já descontada a inflação pelo IPCA. No acumulado de janeiro a abril, o montante arrecadado chegou a R$ 980,698 bilhões, marcando também uma expansão real de 8,54% frente aos quatro primeiros meses de 2023, demonstrando uma robusta recuperação fiscal.

Entre os principais fatores que impulsionaram o desempenho em abril, destaca-se o recolhimento de IRPJ (Imposto de Renda Pessoa Jurídica) e CSLL (Contribuição Social sobre o Lucro Líquido), que apresentou um aumento real expressivo de 20,41%. Este avanço foi atribuído, em grande parte, a pagamentos atípicos realizados por empresas do setor de commodities, especialmente petróleo e gás. Outro motor de crescimento foi o IRRF (Imposto de Renda Retido na Fonte) sobre Rendimentos de Capital, que registrou uma elevação real de 22,66%, impulsionado por ganhos de capital na alienação de bens e direitos.

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Contribuições como o PIS (Programa de Integração Social) e a COFINS (Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social) também tiveram um papel relevante, crescendo 12,08% em termos reais, influenciadas pela reoneração de combustíveis a partir de janeiro e pelo aumento do volume de vendas e da massa salarial. A Receita Previdenciária e o IPI sobre fumo igualmente contribuíram positivamente, com aumentos reais de 5,16% e 14,03%, respectivamente. Em contrapartida, houve leves quedas em itens como o IRRF sobre Rendimentos do Trabalho (-0,33%), impactado pela alteração da tabela progressiva do IRPF, e o IPI para Outros produtos (-1,27%).

A performance acumulada no primeiro quadrimestre reforça a tendência positiva, com IRPJ/CSLL, PIS/Cofins e Receita Previdenciária apresentando crescimentos reais significativos. Os dados divulgados pelo Ministério da Fazenda sublinham um momento de recuperação e fortalecimento das receitas governamentais, fundamental para o equilíbrio das contas públicas e o financiamento de políticas. A continuidade desse cenário dependerá, em parte, da manutenção dos preços das commodities e do ritmo de atividade econômica do país nos próximos meses.

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