TARIFAÇOEtanol pode ser usado como moeda de troca em negociação ampla entre Brasil e EUA

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O relatório preliminar da investigação comercial dos Estados Unidos sobre barreiras tarifárias ao etanol não deve resultar em uma decisão imediata sobre o comércio do produto entre os dois países. A avaliação é do advogado e especialista em comércio internacional Welber Barral, ex-secretário de Comércio Exterior.

Segundo Barral, o tema ainda passará por novas etapas de consulta e negociação antes de qualquer definição final. O etanol é um dos pontos mais delicados da agenda comercial bilateral e vem sendo discutido há anos, devido aos interesses divergentes entre os países e setores envolvidos.

O especialista explicou que o Brasil propõe a redução a zero da tarifa de importação para o etanol e, como contrapartida, pede ampliação da cota para exportação de açúcar aos Estados Unidos. Trata-se de uma negociação complexa, que envolve expansão do etanol de milho, transição energética e outras questões estratégicas.

Barral observou que, em vez de uma relação puramente competitiva, os mercados brasileiro e americano apresentam complementaridade ao longo do ano. O Brasil exporta mais etanol para os EUA no primeiro semestre e importa mais do produto americano no segundo, acompanhando os ciclos de produção de cada país.

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Para ele, o ideal seria uma negociação que reduzisse barreiras tanto para o etanol quanto para o açúcar. O Brasil é altamente competitivo no setor açucareiro, enquanto os EUA mantêm forte protecionismo nessa área.

Diante da abertura de uma nova rodada de negociações, Barral acredita que o Brasil deve reforçar seus interesses estratégicos. “Vamos bater forte nos nossos interesses”, frisou.

Fonte: CNN Brasil

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