O Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) divulgou nesta terça-feira (2) uma proposta para aplicar tarifas extras sobre produtos do Brasil e de outros 59 países. A medida visa punir nações que, segundo o governo americano, não adotaram medidas adequadas para coibir o comércio de mercadorias fabricadas com trabalho forçado.
A ação ocorre um dia depois de o órgão comercial da administração Trump sugerir uma taxa de 25% sobre todas as compras externas feitas pelos EUA ao Brasil. No comunicado oficial, as autoridades norte-americanas argumentam que esses países falham em cumprir e fazer valer a proibição de importar bens oriundos de trabalho compulsório.
“A omissão de nossos parceiros comerciais mais relevantes em lidar com a entrada de produtos gerados por trabalho forçado é algo que não podemos aceitar. Isso estabelece uma situação em que os trabalhadores dos EUA precisam concorrer em condições desiguais no mercado global”, afirmou a embaixadora Jamieson Greer. “Não vamos mais tolerar essa assimetria. Algumas nações já começaram a agir contra a importação dessas mercadorias, inclusive por meio do USMCA e de acordos de comércio recíproco. No entanto, todos os parceiros precisam intensificar esforços para que o comércio internacional não estimule nem perpetue o trabalho forçado ao redor do mundo.”
A partir das conclusões dessas investigações, o USTR propôs uma ação corretiva que será submetida a consulta pública. O texto está em atualização.
Fonte: CNN Brasil






















