POLÍTICAPeru tem eleição decidida por margem mínima e esquerda vence por 38 mil votos

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O Peru amanheceu nesta terça-feira (9) com um novo presidente eleito e um país profundamente dividido. Após uma das disputas mais apertadas de sua história recente, o candidato da esquerda, Roberto Sánchez, venceu o segundo turno da eleição presidencial com 50,108% dos votos válidos, contra 49,892% de Keiko Fujimori, candidata da direita e filha do ex-presidente Alberto Fujimori. A diferença final foi de aproximadamente 38 mil votos, em um universo superior a 17,7 milhões de votos válidos.

A disputa foi marcada por reviravoltas durante toda a noite eleitoral. Nos primeiros boletins e pesquisas de boca de urna, Keiko Fujimori aparecia numericamente à frente, impulsionada principalmente pelos votos urbanos, da capital Lima e de regiões costeiras. No entanto, à medida que avançou a contagem das urnas do interior do país — especialmente das regiões andinas e rurais — Roberto Sánchez iniciou uma recuperação gradual até consolidar a ultrapassagem na reta final da apuração.

Keiko Fujimori perdeu a eleição por 38.212 votos, em um universo de 17,7 milhões de votos válidos. Foto: reprodução internet.

O comportamento eleitoral revelou um país dividido em dois blocos políticos e sociais bastante distintos. Enquanto Fujimori obteve desempenho mais forte entre eleitores urbanos, empresariais e setores ligados ao discurso de combate à criminalidade e estabilidade econômica, Sánchez concentrou apoio nas regiões rurais, no interior agrícola e em comunidades menos assistidas pelo poder central, repetindo uma geografia eleitoral semelhante à vista em eleições anteriores do país.

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A eleição também expôs um Peru politicamente fragmentado. O país chega ao novo ciclo presidencial após um período de forte instabilidade institucional, marcado pela sucessão de presidentes, confrontos entre Executivo e Congresso e sucessivas crises políticas. Em cerca de uma década, o Peru já passou por nove presidentes, reflexo de um sistema político altamente tensionado e frequentemente travado por disputas institucionais.

Fonte: Da Redação

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