Na terça-feira, 9 de junho de 2026, Belfast, capital da Irlanda do Norte, foi palco de intensos protestos contra a imigração. A mobilização ocorreu após um homem sudanês de 30 anos ser formalmente acusado de tentativa de homicídio contra um cidadão local, deixando uma pessoa gravemente ferida.
Manifestantes tomaram as ruas, incendiando carros, ônibus e barricadas. Imagens divulgadas em redes sociais mostram residências atingidas pelo fogo, enquanto equipes de emergência atuavam para conter as chamas.
Os distúrbios começaram depois que vídeos da agressão viralizaram. As gravações exibem a vítima ensanguentada e imobilizada no chão, com o suspeito sudanês sobre ela, com as mãos sujas de sangue.
A polícia informou que o crime ocorreu na noite de segunda-feira, 8 de junho, no norte de Belfast, durante uma briga. O suspeito é investigado por tentativa de homicídio, mas as autoridades afirmam que, até o momento, não há indícios de motivação terrorista.
A vítima foi socorrida e levada ao hospital com ferimentos no rosto, nos olhos e nas costas. O agressor vivia legalmente na Irlanda do Norte, segundo os investigadores.
Além de Belfast, protestos ocorreram em Newtownabbey e Kilkeel, também na Irlanda do Norte. Em Londres e Glasgow, houve manifestações com confrontos com a polícia e discursos contra imigrantes.
A primeira-ministra da Irlanda do Norte, Michelle O’Neill, condenou a violência. Ela afirmou que o ataque não pode justificar a perseguição a pessoas ou comunidades inteiras, e que racismo, intimidação e violência são errados em qualquer lugar.
O chefe da polícia local, Jon Boutcher, pediu calma à população e alertou para o perigo de conteúdos nas redes sociais que possam aumentar a tensão. A ministra da Justiça, Naomi Long, criticou os atos de vandalismo e defendeu que a resposta ao crime não deve ser violenta.
O primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer, classificou o ataque como “horrível” e acompanhou a atuação das autoridades diante dos protestos e da violência.
Fonte: Metrópoles
























