O setor de pescados brasileiro foi reintegrado ao programa de crédito Brasil Soberano 2, voltado a empresas impactadas por tarifas comerciais norte-americanas e instabilidades no Oriente Médio. A medida foi anunciada pelo ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Márcio Elias Rosa, nesta quarta-feira, após reunião no Palácio do Planalto com o presidente da Associação Brasileira das Indústrias de Pescados (Abipesca), Eduardo Lobo.
A exclusão anterior do setor ocorreu depois que a Suprema Corte dos Estados Unidos derrubou o tarifaço imposto pelo governo Donald Trump. Contudo, a iminência de novas taxas, que podem chegar a 37,5% e praticamente restaurar as alíquotas do ano passado, levou a Abipesca a solicitar a reinclusão das empresas de pesca e piscicultura voltadas à exportação.
Os pescados são a única proteína que não consta da extensa lista de exclusão tarifária dos Estados Unidos, que abrange 73 páginas. Essa condição torna o segmento particularmente vulnerável às sobretaxas americanas.
Antes da perspectiva de tarifação, o setor projetava exportar US$ 500 milhões neste ano para os Estados Unidos, um dos principais mercados para o pescado brasileiro. A nova ameaça pode comprometer significativamente esse fluxo comercial.
O programa Brasil Soberano 2 foi criado para socorrer empresas brasileiras prejudicadas tanto pelo tarifaço norte-americano quanto por turbulências no Oriente Médio. A reinclusão dos pescados visa mitigar os impactos econômicos sobre um setor que emprega milhares de trabalhadores.
O ministro Márcio Elias Rosa destacou que o governo está atento às oscilações do comércio internacional e busca oferecer instrumentos de apoio às cadeias produtivas mais expostas. A decisão de reincluir os pescados ocorre em meio a negociações diplomáticas com os Estados Unidos para evitar a escalada tarifária.
Fonte: O GLOBO





















