O presidente nacional do Partido dos Trabalhadores, Edinho Silva, declarou nesta quinta-feira que o senador Jaques Wagner é plenamente apoiado pela legenda após ter sido um dos alvos de mandados de busca da Polícia Federal. A ação faz parte da nona fase da Operação Compliance Zero, que investiga irregularidades no Banco Master.
Em nota, Silva afirmou que o partido endossa as investigações conduzidas pela PF sobre a instituição financeira, mas acredita que o líder do governo no Senado conseguirá demonstrar sua inocência ao longo do processo. “Ele é depositário de toda a nossa confiança”, frisou o dirigente petista.
A nova etapa da operação foi deflagrada na manhã de hoje, com o cumprimento de 18 mandados de busca e apreensão expedidos pelo Supremo Tribunal Federal. As ações ocorrem simultaneamente na Bahia, em São Paulo e no Distrito Federal.
Além das buscas, o STF impôs medidas cautelares, como a suspensão do passaporte dos investigados e a proibição de contato entre eles. O inquérito apura indícios de corrupção passiva, corrupção ativa e lavagem de dinheiro.
Entre os alvos, além de Jaques Wagner, está o empresário Augusto Lima, controlador do Banco Pleno e ex-sócio de Daniel Vorcaro, dono do Master. Lima foi responsável pela implantação do sistema de crédito consignado Credcesta na Bahia durante a gestão de Wagner como governador. Esse sistema se tornou o principal ativo financeiro do Banco Master.
Edinho Silva ressaltou que a sociedade precisa conhecer a verdade sobre possíveis crimes e que os responsáveis devem ser punidos. “Apoiamos todas as apurações envolvendo o Banco Master. Os crimes cometidos precisam ser apurados”, declarou.
A Operação Compliance Zero investiga desde o fim do ano passado suspeitas de que o Banco Master tenha vendido produtos financeiros sem garantias compatíveis, com perdas potenciais estimadas em R$ 12 bilhões. A PF também apura a venda do Master ao Banco Regional de Brasília (BRB) e possíveis práticas de ocultação de ativos e uso de informações sigilosas.
A investigação já havia citado anteriormente o senador Ciro Nogueira (PP-PI) e o ex-governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, em frentes que apuram pagamentos relacionados a interesses bancários e aplicações de fundos previdenciários.
A defesa de Augusto Lima afirmou em nota que as diligências desta quinta-feira foram “desnecessárias”, pois o empresário está cooperando com as autoridades há seis meses. O posicionamento sustenta que as medidas ajudarão a demonstrar que os fatos apurados são “rigorosamente lícitos” e que Lima sempre atuou dentro da lei e das normas do sistema financeiro.
Fonte: Jovem Pan
























