O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência, voltou a pedir publicamente a criação de uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) para investigar o Banco Master. A reação ocorreu nesta quinta-feira (18), depois que a Polícia Federal (PF) incluiu o líder do governo Lula no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), entre os alvos de uma operação.
Em postagem nas redes sociais, o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro afirmou que os escândalos envolvendo o PT são tão evidentes quanto a suposta incompetência da gestão petista. Ele defendeu a abertura imediata da CPMI, utilizando a hashtag #PTMaster.
Nesta quinta, a PF deflagrou a nona fase da Operação Compliance Zero, que investiga possível participação de agentes públicos em irregularidades ligadas a instituições do sistema financeiro. Jaques Wagner aparece na lista de investigados.
A operação apura um esquema bilionário envolvendo o Banco Master, com suspeitas de corrupção, lavagem de dinheiro, fraude e obstrução à Justiça.
Flávio Bolsonaro já havia solicitado a criação da CPMI no dia 21 de maio, durante sessão do Congresso Nacional. Na ocasião, pediu ao presidente do Congresso, Davi Alcolumbre (União-AP), que lesse o requerimento de instalação da comissão.
Em discurso, o senador argumentou que a investigação se torna cada vez mais urgente e exigiu a convocação do dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, e do empresário Augusto Lima. Ele afirmou querer esclarecer as relações do banco com ele próprio, com o presidente Lula e com o ministro do STF Alexandre de Moraes.
Flávio declarou não temer a investigação e acusou parlamentares de esquerda de terem receio da CPMI. Comparou o caso Master aos escândalos do Mensalão e da Lava Jato, destacando que assinou todos os requerimentos de investigação, ao contrário de seus críticos.
As cobranças de Flávio ocorrem depois de reportagens do portal The Intercept Brasil revelarem que ele trocou mensagens com Vorcaro solicitando recursos para financiar o filme “Dark Horse”, que conta a história do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Segundo as mensagens, Vorcaro teria se comprometido a repassar US$ 24 milhões (aproximadamente R$ 134 milhões à época) para o projeto cinematográfico, com previsão de lançamento para 11 de setembro de 2026.
Documentos indicam que pelo menos US$ 10 milhões foram pagos entre fevereiro e maio de 2025, em seis parcelas. O envolvimento do banqueiro teria sido negociado diretamente com Flávio, com intermediação de Eduardo Bolsonaro e Mario Frias, ambos do PL de São Paulo.
Desde setembro de 2025, Flávio e Vorcaro mantinham contato direto, com encontros presenciais em São Paulo, segundo o portal de investigação.
Fonte: Jovem Pan
























