A Guarda Revolucionária do Irã emitiu um alerta neste sábado (20/6) para que navios evitem atravessar o Estreito de Ormuz, após a via marítima ter sido fechada novamente. A medida ocorre em meio a uma escalada de tensões na região, desencadeada por ataques israelenses no sul do Líbano.
De acordo com informações da CNN Internacional, a Marinha da Guarda Revolucionária transmitiu mensagens de aviso e contactou diretamente embarcações na área, orientando-as a não se aproximar do estreito. A organização alertou que qualquer navio que tentar cruzar a rota pode se deparar com minas ou ser alvo de ataques das forças navais iranianas.
Em comunicado oficial, o Quartel-General Central Khatam al-Anbiya, vinculado às Forças Armadas iranianas, justificou o fechamento do Estreito de Ormuz como resposta ao que classificou como “violação clara dos compromissos dos Estados Unidos” em relação ao primeiro artigo do memorando de entendimento sobre o fim da guerra, assinado na última quarta-feira (17/6). O comando militar iraniano afirmou que esta é a “primeira etapa da reação à quebra de confiança do inimigo”.
Ainda neste sábado, novos ataques foram registrados no sul do Líbano, resultando em 16 mortos, incluindo duas crianças, intensificando ainda mais o clima de instabilidade na região.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou neste sábado que não haverá cobrança de pedágio no Estreito de Ormuz, “a menos que seja imposto pelos EUA”. A afirmação foi feita em sua rede social, Truth Social. Na sexta-feira (19/6), o governo iraniano havia anunciado a suspensão, por 60 dias, da taxa sobre embarcações que utilizam o estreito, como parte do acordo firmado com a Casa Branca.
Cinco dias antes, Teerã havia sinalizado a intenção de implementar uma “tarifa por serviço” para navios que cruzassem a rota após o término desse período. Este é considerado o ponto mais delicado do acordo: o texto garante a ausência de pedágios durante os 60 dias, mas deixa espaço para controvérsias sobre o que poderá ocorrer depois.
Segundo agências internacionais, a publicação de Trump teve como objetivo afastar a interpretação de que Washington teria aceitado a imposição de um pedágio iraniano em uma das rotas marítimas mais estratégicas do mundo. A situação se tornou ainda mais complexa após o Irã anunciar o fechamento do Estreito de Ormuz, alegando violações do cessar-fogo por parte dos Estados Unidos e de Israel.
Em nota, o Comando Central dos EUA negou a versão iraniana e afirmou que o tráfego comercial na região continua normal. Segundo o órgão, a passagem segura pela hidrovia internacional “permaneceu intacta” ao longo deste sábado. O Comando Central acrescentou que forças americanas monitoram a área para garantir a liberdade de navegação.
Fonte: Metrópoles






















