Na partida da última sexta-feira (19) contra o Haiti, a Seleção Brasileira não viu apenas as estreias de Endrick e Ryan em uma Copa do Mundo. Os dois atacantes, ambos com 19 anos — Endrick é 13 dias mais velho que o colega —, também passaram a figurar na lista dos dez atletas mais jovens a defender o Brasil no torneio.
Os jogadores entraram em campo durante o segundo tempo. Ryan substituiu o lesionado Raphinha no fim da primeira etapa, enquanto Endrick entrou no lugar de Matheus Cunha aos 20 minutos da etapa complementar.
Endrick, revelado pelo Palmeiras, atualmente joga no Lyon, da França, por empréstimo do Real Madrid, da Espanha, que o contratou em 2024. Já Ryan surgiu no Vasco da Gama e foi vendido ao AFC Bournemouth, da Inglaterra, em janeiro deste ano.
O ranking dos mais jovens brasileiros em Copas é liderado por Pelé, que estreou com 17 anos e 235 dias em 1958, contra a União Soviética. Em seguida vem Carvalho Leite, com 18 anos e 25 dias, em 1930, diante da Bolívia. A lista inclui ainda Marco Antônio (19 anos e 124 dias em 1970), Tostão (19 anos e 171 dias em 1966) e Altafini (19 anos e 319 dias em 1958).
Ryan aparece na sexta posição, com 19 anos e 320 dias, após sua estreia contra o Haiti em 2026. Endrick vem logo atrás, com 19 anos e 333 dias, na mesma partida. Completam o top 10 Kaká (20 anos e 52 dias em 2002), Müller (20 anos e 121 dias em 1986) e Humberto (20 anos e 143 dias em 1954).
Em relação ao atacante Raphinha, o temor inicial de uma lesão grave deu lugar à esperança. Após sentir um problema muscular na parte posterior da coxa direita, exames realizados no sábado (20) indicaram que ele pode voltar a jogar ainda nesta Copa do Mundo.
O jogador já iniciou um tratamento intensivo e permanecerá integrado ao grupo para se recuperar. A permanência dele nos Estados Unidos é vista como um sinal positivo. Fontes ligadas à Confederação Brasileira de Futebol (CBF) informaram que a comissão técnica trabalha com uma previsão inicial de duas semanas de recuperação.
Se esse prazo otimista se confirmar, Raphinha certamente perderá o jogo contra a Escócia, na próxima quarta-feira (24), em Miami, e também a primeira partida da fase eliminatória, cinco dias depois. Caso a Seleção avance, ele pode ser desfalque nas oitavas de final, marcadas para 4 e 5 de julho.
Uma nova avaliação será feita em um intervalo de 10 a 14 dias. Os sinais atuais são considerados positivos. Raphinha acordou sem dores no local, o que animou o departamento médico. O resultado do exame, que poderia apontar uma lesão mais grave, também foi bem recebido.
Esta é a quinta lesão que Raphinha sofre na mesma coxa direita desde setembro de 2025, indicando dificuldades na recuperação completa do problema. Agora, médicos da Seleção e do Barcelona manterão contato constante para definir o melhor tratamento.
O Barcelona, clube espanhol do jogador de 29 anos natural de Porto Alegre, adota uma postura mais cautelosa. Os catalães consideram improvável que o prazo de duas semanas seja suficiente e acompanham o caso com preocupação, receando que um retorno apressado durante o Mundial possa comprometer a carreira do atacante no futuro próximo.
Fonte: O Sul

























