O ex-governador de Goiás e pré-candidato à Presidência da República, Ronaldo Caiado (PSD), declarou nesta segunda-feira (22) que não buscará a reeleição caso vença as eleições presidenciais. A afirmação foi feita durante o evento “A Indústria na agenda dos presidenciáveis”, promovido pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), em Brasília.
No encontro com empresários e líderes do setor produtivo, Caiado argumentou que a perspectiva de um segundo mandato pode reduzir a eficiência da gestão pública. Segundo ele, governantes que tomam decisões pensando na próxima eleição perdem o foco e comprometem a capacidade de entrega do governo.
Para o pré-candidato, abrir mão da reeleição traria mais autonomia política para implementar mudanças estruturais. Ele afirmou que, se eleito, planeja enviar ao Congresso Nacional um pacote de reformas já no dia 5 de janeiro do primeiro ano de mandato, como forma de acelerar a modernização do Estado e desbloquear áreas consideradas estratégicas.
Entre as prioridades mencionadas estão a modernização da infraestrutura, a melhoria do ambiente de negócios e o fortalecimento da segurança jurídica para investimentos. Caiado também defendeu maior transparência na elaboração de marcos regulatórios e a necessidade de destravar obras paralisadas no país.
O ex-governador enfatizou a importância de garantir previsibilidade a investidores, especialmente em contratos de grandes obras e parcerias com o setor privado. Ele destacou a aproximação constante entre governo e empresas como parte de uma estratégia de desenvolvimento econômico.
“O país possui um mercado de enorme potencial e precisa de gestores capazes de manter a governabilidade institucional intacta”, afirmou Caiado durante o discurso, que ocorreu após a fala de Flávio Bolsonaro.
Em seu balanço político, Caiado citou sua experiência à frente do governo de Goiás. Segundo ele, sua aprovação no estado subiu de 52% para 88% em duas eleições, resultado que atribui a uma gestão baseada em diálogo e entregas concretas.
O pré-candidato defendeu que o objetivo de um governo deve ir além da vitória eleitoral, propondo a construção de um ambiente de pacificação política e respeito às instituições. Para ele, a legitimidade de um gestor está ligada aos resultados apresentados à população em áreas como saúde, combate à pobreza e geração de oportunidades.
“São essas respostas que definem a qualidade de uma gestão pública e a confiança que a sociedade deposita em seus líderes”, concluiu.
Fonte: ND+






















