O preço internacional do petróleo atingiu nesta terça-feira (13) o valor mais alto registrado em um mês, impulsionado por ataques militares dos Estados Unidos contra o Irã e pela redução significativa do tráfego de navios pelo Estreito de Ormuz, uma das rotas mais estratégicas para o comércio global da commodity.
O barril do tipo Brent, referência para o mercado internacional, avançou 1,5%, cotado a US$ 84,56, por volta das 12h15 no horário de Hong Kong. Trata-se do maior valor desde 12 de junho. Já os contratos futuros do petróleo dos Estados Unidos subiram 1,9%, para US$ 79,51 por barril, ampliando o ganho de 9% registrado no dia anterior.
De acordo com dados mais recentes da Kpler, empresa especializada em monitoramento marítimo, apenas dez embarcações comerciais foram identificadas atravessando o Estreito de Ormuz ontem — e nenhuma delas transportava petróleo bruto. O estreito é responsável por cerca de um quinto de todo o suprimento mundial de petróleo, e seu fechamento efetivo durante o conflito no Oriente Médio elevou os preços, alimentando temores de uma escassez global sem precedentes.
Apesar do cenário de aperto na oferta, os compradores estão conseguindo contornar parcialmente o problema, o que contém novas altas. Grandes consumidores de petróleo bruto têm utilizado seus estoques de emergência e aumentado as aquisições de energia dos Estados Unidos, atualmente o maior produtor mundial de petróleo e gás natural.
A China, por sua vez, está exportando volumes recordes de tecnologia de energia limpa, na medida em que outros países buscam reduzir sua dependência de combustíveis fósseis após o conflito com o Irã. As importações chinesas de petróleo bruto em junho caíram 41,3% em relação ao mesmo mês do ano anterior, conforme dados da alfândega divulgados nesta terça-feira.
Países do Golfo Pérsico avaliam a construção de oleodutos que evitem a passagem pelo Estreito de Ormuz. Segundo projeções de analistas do Goldman Sachs, essas novas rotas poderão substituir cerca de metade das exportações da região, em comparação com o período anterior à guerra, até o final de 2027.
Fonte: CNN Brasil


























